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Alverca fustigada pelas chamas

REPORTAGEM. Após os dois incêndios deflagrados ontem em Arcena e Alverca, o dia de hoje foi dedicado a uma vigilância activa do local, para evitar possíveis reacendimentos.

Mário Caritas/ Vera Galamba

O fogo em Arcena teve duas frentes activas e foi dirigido por Alberto Fernandes, comandante dos Bombeiros Voluntários de Alverca. No Vale de Arcena “o incêndio desenvolveu-se com alguma intensidade e o principal problema foi com os acessos ao local que são muito difíceis. A situação piorou quando o vento mudou de direcção e empurrou as chamas para a zona das habitações”, referiu o comandante. O fogo foi extinto depois da intervenção de um dos dois helicópteros que chegaram a Alverca ao final da tarde.

O segundo incêndio, em Alverca, com uma frente activa, foi combatido sob as ordens do comandante dos Bombeiros Voluntários de Alhandra, Jerónimo Caetano. Aqui “a principal contrariedade foi o facto de ter lavrado junto à auto-estrada do norte, onde se encerrou temporariamente duas faixas de rodagem para colocar os meios de socorro a trabalhar a partir dali”, declarou Alberto Fernandes. O incêndio foi extinto junto aos armazéns da Moviflor, tendo a bomba de combustível da Repsol sido encerrada temporariamente como medida de precaução.

Ambos os fogos mantiveram-se sob vigilância activa ao longo do dia, de forma a precaver eventuais reacendimentos. Os prejuízos causados limitaram-se a zonas de mato e eucaliptos. Alberto Fernandes deixa um reparo:A legislação diz que os proprietários têm que limpar 50 metros em redor das suas residências, em zonas rurais ou florestais, mas continuamos a ter canaviais e mato encostados às casas, o que complica o nosso trabalho”.

Chamas queimam pneus

Segundo António Carvalho, comandante da Protecção Civil de Vila Franca de Xira a fase mais crítica deste incêndio “foi quando entrou perto de um armazém ilegal de pneus, daí o fumo negro que era visível, porque estava a queimar combustível. O problema é que estávamos preparados para combater mato e fomos surpreendidos”.

Questionado sobre a origem dos incêndios, o comandante da Protecção Civil revelou que “a GNR, em coordenação com a Protecção Civil, vai investigar e procurar fechar o inquérito no menor espaço de tempo possível”, no entanto concluiu que “é estranho haver dois incêndios desta dimensão a deflagrarem com uma diferença de uma hora e pouco, na mesma freguesia, e em locais distintos”.

Para evitar este tipo de situação, o responsável revelou que a Protecção Civil tem vindo a desenvolver uma “campanha de sensibilização para a limpeza dos terrenos, principalmente nas áreas mais rurais do concelho”. Além das corporações de bombeiros, estiveram envolvidos no combate aos incêndios as forças da PSP, da GNR, da Protecção Civil e dois helicópteros-bombardeiros.

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