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Empresa de paletes ficou reduzida a cinzas


REPORTAGEM.
Duas empresas de reciclagem e venda de paletes, situadas na estrada de Bucelas, em Alverca, foram afectadas por um incêndio, na madrugada do passado dia 15, que devastou parte da propriedade de uma dessas firmas. A PJ está a investigar o caso.

Mário Caritas

Mão criminosa poderá ter estado na origem do incêndio, ocorrido da madrugada do passado domingo (dia 15), que devastou parte de um estaleiro onde funcionam duas empresas de reciclagem e venda de paletes, situado no Casal da Rosa, em Alverca (mais precisamente na estrada de Bucelas, logo após a entrada para Arcena para quem circula no sentido ascendente).

Naquele espaço funcionam duas empresas que se dedicam a este ramo de actividade. O sinistro afectou sobretudo a firma liderada por Carlos Queirós que viu arder “mais de 20.000 paletes” que ali tinha armazenadas para depois fazer escoar. Por pouco ficava sem nada. Ainda assim o prejuízo ronda “os 50.000 euros”, facto suficiente para pôr em causa a continuidade desta firma, com oito anos de existência, composta actualmente por 10 trabalhadores.

“Os postos de trabalho chegaram a estar em causa mas decidi mantê-los, até porque estamos a falar de homens que têm famílias para sustentar”, afirma o responsável, de 31 anos, que, naquela fatídica madrugada, sofreu ainda queimaduras de terceiro grau no braço esquerdo quando tentava arrombar o portão da propriedade já envolta em chamas. “Senti uma grande aflição quando vi tudo a arder e ainda consegui tirar lá de dentro um camião. Mas fico com cicatrizes para o resto da vida!”

A Polícia Judiciária está a investigar o caso, presumindo-se que tenha havido mão criminosa. Sete corporações de bombeiros, num total de 56 homens, tomaram conta das operações. O alerta ocorreu cerca das 02h45 e o fogo foi dado como extinto às 10h00 desse domingo. Um bombeiro voluntário de Alverca sofreu queimaduras ligeiras nas mãos. No total, arderam mais de 2.000 metros quadrados de terreno.

“Todo o material que aqui tínhamos estava pronto para entrega, no final deste mês e início do próximo, às empresas que estiveram fechadas para férias”, lamenta Carlos Queirós que, após agradecer todo o apoio que tem tido e “o trabalho dos bombeiros”, só pede que seja feita agora justiça: “Cabe à Judiciária descobrir quem foi que ateou o fogo, pois o incêndio não começou sozinho.”

Já Alfredo Carvalho, responsável pela outra empresa de paletes ali sedeada (Artipaletes), não saiu muito prejudicado. Ainda assim mostra-se revoltado com a situação e está convicto que se tratou de fogo posto. “Nessa noite uma pessoa viu sair daqui um carro a alta velocidade. Desconfiamos que alguém provocou o incêndio”, alega o responsável desta firma com sete postos de trabalho.

Categorias:Alverca
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