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Nova biblioteca de Vila Franca já tem estudo prévio mas faltam as verbas

CONCELHO. Recuperar e adaptar a parte Norte da antiga fábrica de descasque de arroz e transformá-la numa biblioteca multifuncional, com sete pisos, muita luz e vista para o Tejo é o objectivo apresentado na última reunião camarária vila-franquense

Jorge Talixa

O estudo prévio da nova biblioteca municipal de Vila Franca de Xira foi apresentado na última sessão camarária. O equipamento previsto para a frente ribeirinha da cidade deverá substituir a actual biblioteca, que funciona na Travessa do Curral e padece de problemas de acesso. O estudo, elaborado pelo arquitecto Miguel Arruda, aponta para um edifício de sete pisos, com áreas de leitura, de exposições, de cafetaria e de arquivo e contempla, ainda, uma sala polivalente para sessões culturais. A oposição elogiou o estudo e a maioria camarária admitiu que ainda não há financiamento garantido para as obras.

“É um projecto que se enquadra na reabilitação da zona. Tendo em conta que as bibliotecas, hoje, são muito mais um espaço vivido pelas pessoas com múltiplas actividades, entendemos que a sua concretização vinha enriquecer o projecto”, sustentou Maria da Luz Rosinha, presidente da câmara de Vila Franca de Xira, frisando que o edifício terá iluminação nocturna permanente e constituirá também um pólo cultural importante da cidade.

Biblioteca “não é um espaço para armazenar livros”

Miguel Arruda explicou, na abertura da reunião camarária realizada nos Paços do Concelho, que, hoje em dia, uma biblioteca “não é um espaço para armazenar livros. É um espaço que pode e deve desempenhar um papel extremamente actuante do ponto de vista sócio-cultural”. De acordo com o arquitecto, a futura biblioteca organiza-se no seu interior “com espaços que comunicam entre si, em que as pessoas vêem e são vistas e formam esse relacionamento interactivo”. Segundo refere Miguel Arruda, actualmente só em Londres e em Nova York haverá bibliotecas multifunções com estas características.

O equipamento inclui salas de leitura com vista para o Tejo e ocupa uma área de cerca de 640 metros quadrados. No piso térreo ficarão o átrio de entrada e uma sala polivalente. Seguem-se áreas de exposição e cafetaria (primeiro piso), secção infantil (piso 2), secção de adultos (piso 3), áreas de manutenção e para pessoal (piso 5) e arquivo e áreas sociais (piso 6). “Todos os materiais estarão no último piso e cada piso inferior terá os seus postos informáticos. Os materiais (livros) descem por meios mecânicos e são distribuídos”, acrescentou Miguel Arruda.

João de Carvalho, vereador com o pelouro da cultura que tutela as bibliotecas municipais, frisou que este equipamento vai ter “um valor extraordinário” e acrescentou que a divisão de bibliotecas já está a estudar o aproveitamento dos equipamentos da actual biblioteca da sede de concelho para a nova, sendo necessário adquirir mais algum equipamento. “Será uma adaptação feita com todos os equipamentos de que dispomos”, prosseguiu, prevendo que o espaço polivalente possa servir para o lançamento de livros, para sessões de poesia e de teatro e outras actividades. O autarca do PSD sugeriu, também, que o espaço comercial vizinho da biblioteca (estão previstos vários para o edifício que resultará da remodelação da antiga fábrica) venha a ser destinado a uma livraria.

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