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Arcena espera contrapartidas pelo alargamento do aterro

REPORTAGEM. O anunciado alargamento do Aterro do Mato da Cruz está a preocupar a população de Arcena, que verá o lixo ser depositado mais perto da sua porta. O município garante que existirão contrapartidas financeiras da Valorsul.

Mário Caritas/ Jorge Talixa

A proposta de declaração de interesse supramunicipal do alargamento do Aterro Sanitário do Mato da Cruz, situado na fronteira geográfica entre as freguesias de Alverca e da Calhandriz, foi aprovada, por unanimidade, em reunião pública camarária. Esta situação está a preocupar os habitantes do lugar de Arcena que temem pelas eventuais consequências ambientais nefastas da medida. Só poderão ser depositados, no aterro, resíduos provenientes dos quatro municípios fundadores da Valorsul – Amadora, Loures, Lisboa e Vila Franca de Xira.

Segundo a Valorsul, “a extensão prevista do novo perímetro é de cerca de 13,5 hectares, devendo a nova área ser alvo de um estudo de impacte ambiental e em estreito cumprimento da legislação em vigor”. No entanto, e face a situações do passado de maus cheiros provenientes do local, os habitantes de Arcena estão preocupados com esta expansão que levará aquela infra-estrutura para mais perto das suas casas.

José Avelar, morador no alto de Arcena, refere que o caminho a seguir não deve ser “a deposição de mais lixo mas antes a sua queima na incineradora”, acrescentando que “a haver contrapartidas estas deveriam ser para a população de Arcena”. O eventual acréscimo da emissão de partículas lixiviantes para o rio Crós-Cós é outra das preocupações deste e de outros moradores.

“População deveria ser tida em conta”

O próprio presidente da Junta de Freguesia de Alverca, Afonso Costa, também se mostra preocupado e já pediu à câmara para que “seja feito o estudo de impacte ambiental e só depois poderemos emitir um parecer formal sobre o assunto”. O responsável afirma ainda que irá exigir contrapartidas para a freguesia.

José Santos, outro morador, mostra igualmente a sua preocupação: “Não interessa a ninguém ter aqui a lixeira, ainda para mais a 500 metros da nossa casa”. O arcenense Eduardo Pires, estudioso destas matérias, elaborou, em 2005, um trabalho final de licenciatura em Engenharia Mecânica com o tema: “Biogás produzido no Aterro do Mato da Cruz e sua utilização.” Este adverte que, “com um controle rigoroso dos resíduos urbanos que venham a ser ali despejados e com as medidas que existem para o acondicionamento dos resíduos, o aterro não oferecerá grandes perigos para a população circundante; o problema, no entanto, poderá estar no surgimento de eventuais rupturas, nomeadamente o não se soterrar os resíduos em tempo útil – isso aconteceu no passado e teve consequências gravíssimas, principalmente na rede freática, com alturas em que o cheiro era quase impossível de tolerar”. Por fim, este sustenta que a opinião da população deveria ser tida em conta nesta matéria, “fazendo-se representar por uma comissão junto das restantes entidades”.

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