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Futuros técnicos aeronáuticos lutam por lugar na OGMA

SOCIEDADE. Com quatro anos de existência, o curso de Técnico de Manutenção Aeronáutica da Escola Secundária de Gago Coutinho começa a formar os primeiros técnicos com possibilidades de ingressar na OGMA.

Mário Caritas

Hélder Farinha, 18 anos, natural de Vila de Rei, veio viver sozinho para Alverca em busca de  um sonho: ser técnico de aviões. É um dos 25 formandos da Escola Secundária de Gago Coutinho (ESGC) que terminam este ano o curso profissional de Técnico de Manutenção Aeronáutica, que dá equivalência ao 12.º ano. O curso proporciona a oportunidade dos melhores poderem ficar a trabalhar na OGMA – Indústria Aeronáutica de Portugal, parceira neste projecto que nasceu há quatro anos.

Em todos os anos lectivos há um estágio de um mês em ambiente de trabalho na OGMA e se no final a média do aluno for 13 ou mais valores “ganha” um estágio de seis meses naquela empresa. Hélder luta agora por isso. “Vim da terra mais central de Portugal à procura de um curso que não havia em mais lado nenhum do país. A área que mais me alicia é a dos motores.”

“Muitos desistem devido ao grau de exigência”

Anabela Mesquita, professora responsável pela coordenação dos cursos de formação profissional da ESGC, refere que este não é um dos cursos com maior taxa de sucesso, mas isso explica-se devido ao elevado grau de exigência a que os formandos são submetidos: “Penso que isso tem a ver com os critérios de rigor que são muito elevados; só este ano havia 26 alunos inscritos no 10.º ano e neste momento restam apenas 14, ou seja, muitos desistem face ao grau de exigência.”

José Matias, coordenador da parte formativa dos jovens na OGMA, explica que o objectivo dos estágios passa por fornecer as competências básicas para enveredarem pela profissão de técnico de manutenção de aeronaves: “Procuramos proporcionar-lhes competências técnicas em determinadas áreas que eles depois vão ter que utilizar no futuro.”

Em jeito de balanço, o responsável assegura que “dos 28 alunos que iniciaram nesse 10.º ano, 10 chegaram ao fim, dos quais cinco asseguraram estágio de seis meses: três na aviação militar e dois na aviação civil, sendo que o estágio já dura há três meses e todos eles têm com possibilidades reais de ficar na empresa.” É o caso de Paulo Santos, de 19 anos. “Está a correr bem, tenho aprendido muito. Neste momento a minha prioridade é ir para a universidade e seguir engenharia, mas também gostava de ficar aqui a trabalhar.”

Leia esta notícia completa na edição impressa

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