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Arraial da CEBI teve casa cheia

REPORTAGEM. Ao longo de mais de duas horas, professores e alunos da Fundação CEBI presentearam os milhares de visitantes com uma viagem pela história do século XX. As coreografias e a qualidade dos cenários encheram as medidas da assistência.

Nuno Lopes / Mário Caritas

“República: um século, 100 anos, cinco gerações” foi o mote do tradicional arraial de fim de ano lectivo da Fundação CEBI, em Alverca. O espectáculo coreográfico e teatral, que durou mais de duas horas, movimentou todo o staff da instituição – alunos, professores, educadoras e auxiliares – mostrando, mais uma vez, que se pode atingir um nível de espectáculo bastante elevado apenas com a prata da casa. Às centenas de protagonistas, juntaram-se milhares de espectadores e o resultado final foi a recreação dos principais acontecimentos do século XX português, numa autêntica viagem pelas memórias da nossa história recente.

O primeiro grande acto da noite foi o Regicídio, ou seja, o bárbaro assassinato do Rei D. Carlos, na célebre tarde de 1 de Fevereiro 1908, protagonizado pelos alunos do 5.º ano do Colégio José Álvaro Vidal. D. Manuel II foi o seu sucessor mas não estava preparado para governar e caiu do trono. Nascia assim a República – no dia 5 de Outubro de 1910. Portugal mudava a sua Bandeira e, pela primeira vez, ouvia-se o Hino Nacional!

A transição para o Estado Novo foi também recreada e, consequentemente, a instalação da censura. Um dos pontos altos da festa estava guardado para a recreação da visita da Rainha Isabel II ao nosso país, em 1957. Os alunos do pré-escolar representaram com rigor a cobertura jornalística que tal acontecimento mereceu, tendo tido honras de banquete e acompanhado por coreografias da época – o fandango a cargo dos alunos do pré-escolar e coreografias de dança com alunos (ginastas) de várias idades (do 1.º ao 3.º ciclo).

Em 1974 o Movimento das Forças Armadas devolvia-nos a liberdade “roubada” pela ditadura e, em 1986, Portugal assinava o Tratado de Adesão à Comunidade Económica Europeia. Para o final estava guardada música dos anos 80, acompanhada por coreografias e momentos de dança protagonizados pelas alunas mais velhas da CEBI, sob orientação da professora Mariana Aguiar.

José António do Carmo, presidente do conselho de administração da fundação, sublinhou à nossa reportagem que esta festa tem apresentado uma qualidade crescente. “Faço um balanço muito positivo, há muito trabalho por detrás deste espectáculo, tudo feito com a prata da casa e com muitas horas de ensaios com as crianças. Esta é uma festa que tem vindo a melhorar ano após ano, o que se deve sobretudo à participação de todos os colaboradores da fundação. Penso que o segredo é que as pessoas que aqui trabalham o fazem por amor e isso faz com que se consigam superar todas as dificuldades.”

Categorias:Alverca
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