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Nacional 10 continua a fazer vítimas

DESTAQUE. O “NA” saiu à rua para ouvir as queixas de quem atravessa diariamente a pé a movimentada EN10. Pedem-se medidas pontuais para resolver problemas antigos. Mas também se pede mais civismo de peões e condutores.

Mário Caritas

Os acidentes e atropelamentos continuam a suceder-se na Estrada Nacional 10, no interior de Alverca. Só este ano, desde Janeiro até final de Maio, a Esquadra de Trânsito da PSP de Vila Franca de Xira registou 25 acidentes com danos materiais e 15 acidentes com feridos (entre colisões e atropelamentos) dos quais 14 foram feridos leves e três graves.

No dia 7 de Maio, duas mulheres – com 42 e 52 anos respectivamente – foram “colhidas” por um veículo pesado quando atravessavam a EN10, num sítio sem passadeira. Três dias mais tarde, novo atropelamento. Desta vez a vítima foi uma pessoa que atravessava a estrada em cadeira de rodas, num local sem passadeira.

Ponte aérea junto ao S. Pedro?

Diamantino Cravosa, de 67 anos, admite que “a variante era necessária para desviar os pesados daqui para fora”. Confessa nunca ter apanhado sustos quando atravessa a EN10 a pé pois “faço-o sempre nas passadeiras ou nos sinais luminosos”.

Manuel Guerreiro, 80 anos, confessa “que nunca apanhei nenhum susto a atravessar a EN10, talvez porque tomo sempre cautelas e só atravesso quando os carros estão parados.”

A esposa, Maria Emília, 77 anos, tem a mesma opinião do marido mas é mais crítica quanto a certas situações. “Algumas passadeiras estão mal colocadas, nomeadamente aquelas em que os autocarros de passageiros param em cima das mesmas. Por outro lado, as pontes aéreas não são solução porque depois as pessoas não as utilizam.”

Novos e idosos, todos se queixam

José Neves, 80 anos, e Zélia Domingos, 84, são um casal, residente no bairro da Chasa, que muitas vezes se desloca ao centro de Alverca. “Se temos que atravessar a estrada é perigoso, no outro dia ia sendo mesmo apanhada na curva junto ao cemitério”, adverte Zélia. Com metade da idade, João Cunha, 41 anos, também se queixa. Encontrámo-lo a fazer jogging e, naquele momento, atravessava a EN10 pela ponte aérea situada junto à Fundação CEBI. “Faço habitualmente jogging e a principal dificuldade que noto é o trânsito. Há que ter cuidado a atravessar a estrada, por isso, utilizo as pontes aéreas.”

“Só atravesso nos semáforos”

Carla Apolinário, com filhos de três e cinco anos a frequentarem a CEBI, nunca utiliza a ponte aérea para atravessar a estrada com as crianças. No entanto confessa que já tem apanhado sustos valentes ao passar a pé a EN10. “Os carros vêm muito depressa e, às vezes, o sinal abre para os peões avançarem e os carros não respeitam o sinal”. Considera que devia ter sido colocada uma rampa para as pessoas que levam um carro de bebé.

Stela Nascimento é outra das mães que leva todos os dias de manhã os filhos para a CEBI. “Já apanhei sustos, por exemplo na passadeira junto ao LIDL, os carros vêm muito depressa e, por vezes, uma das faixas pára mas a outra não. Não utilizo as pontes aéreas porque tenho vertigens.”

Atropelamentos a poucos metros de passadeiras

Para o comandante dos Bombeiros Voluntários de Alverca, Alberto Fernandes, a questão principal continua a ser a falta de civismo dos condutores e peões. “Verifica-se o desrespeito dos automobilistas pelas passadeiras e sinalização existentes mas os peões também não estão isentos de culpa. Muitos dos atropelamentos graves verificam-se fora das passadeiras”.

Segundo o responsável “poderiam construir-se mais passagens superiores ou subterrâneas, mas no segundo caso seria complicado fazê-las”.

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Categorias:Alverca
  1. João Valente
    07/06/2010 às 16:48

    Parece-me que o artigo resume bem o problema: falta de civismo de peões e automobilistas. Não creio que o problema se resolva com passagens aéreas, caras e pouco utilizadas, veja-se a utilização da passagem junto ao CEBI ou a passagem da Malva Rosa.
    Estruturalmente, parece-me que Alverca precisa de melhor urbanismo que possa reduzir o trânsito interno e delimitar zonas seguras para os peões.
    A polícia deve punir os automóveis que estacionam nos passeios, assim como os peões que não respeitarem as regras de trânsito.

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