E se Alverca fosse atingida por um sismo?
DESTAQUE. Imagine que a cidade de Alverca é atingida por um terramoto de grande dimensão. Estaria a sociedade civil preparada para fazer face à tragédia?
Mário Caritas
“Nenhum país, por mais desenvolvido que seja, está completamente apto a fazer face a um sismo como aquele que aconteceu no Haiti”, refere, peremptório, António Carvalho, comandante operacional dos Serviços Municipais de Protecção Civil de Vila Franca de Xira (SMPCVFX). O “NA” foi ao terreno tentar perceber de que forma é que as várias entidades competentes estão preparadas para agir face a um eventual terramoto de grande dimensão, cuja probabilidade de ocorrer nesta zona é “elevada” dada a proximidade com o concelho de Benavente onde existe uma falha geológica perfeitamente identificada. Aliás, ao nível da Área Metropolitana de Lisboa (AML), este é o segundo concelho com maior probabilidade de ocorrência de um sismo, logo a seguir a Lisboa.
Existe um Plano de Emergência Municipal (PEM), integrado num plano de emergência mais amplo elaborado para todo o distrito de Lisboa que foi recentemente testado em dois exercícios de grande escala – o PROCIV (2008) e o PT QUAKE (2009), para aprovar o chamado Plano de Risco Sísmico para a AML. No entanto, há muitas diferenças entre um exercício e a realidade. “Há toda a diferença! Quando estamos em exercício não temos questões complicadas para resolver, tais como infra-estruturas destruídas (estradas, pontes, etc.). No fundo, o que testamos é a coordenação entre as várias entidades, mas num sismo a sério o que reina nas primeiras horas é a anarquia; as primeiras 24/48 horas servirão praticamente apenas para fazer a avaliação dos danos, por isso nesse período as organizações locais praticamente não existem. Nós próprios, que devemos ser os primeiros a ir para o terreno, podemos morrer! Logo, nas primeiras horas, a resposta poderá não ser dada ao nível local mas a um nível externo.”
Ou seja, o PEM prevê que, em caso de ocorrência de um sismo de grande dimensão no concelho, a primeira ajuda chegue de fora. “Se internamente não tivermos condições de resposta, é o distrito de Leiria, mais concretamente os Bombeiros da Marinha Grande que virão tomar conta das ocorrências; ou seja, quem me virá substituir até eu aparecer é o meu colega da Marinha Grande que tem conhecimento do nosso plano de emergência. Assim que as condições locais estejam reunidas para podermos voltar a tomar conta das operações, então o comando é transferido para os SMPCVFX.”
Alberto Fernandes, comandante dos Bombeiros de Alverca, subscreve esta ideia. “Se falarmos num sismo de grande intensidade, por muito bem preparadas que estejam as instituições, nas primeiras 24 horas é muito difícil dar resposta. Penso que nessas primeiras horas cada um vai tentar socorrer-se por si e terão que ser os vizinhos a ajudar os vizinhos, os amigos a ajudar os amigos… Porque nas primeiras 24 horas será sempre muito complicado haver articulação entre as várias entidades e pôr tudo a funcionar.”
No fundo, o ideal é também que cada família tenha o seu próprio plano de emergência. Tem, por exemplo, em casa um rádio a pilhas para ouvir as notícias, já que numa situação de catástrofe tudo o resto falha e não há sequer internet, nem telemóveis? Tem água potável armazenada, assim como uma reserva de alimentos não perecíveis? “O factor principal de sucesso é que a população esteja informada e preparada para receber um sismo, e saiba como actuar nessa situação”, sustenta António Carvalho.




Em relação a ( se Alverca for atingida por um sismo)
Deixo aqui o meu comentário, esta vossa pergunta é duma importancia vital e é de bom grado que divulguem mais,
Eu sou cidadão de Alverca á mais de 40 anos e já vi muitas calamidades e tenho-as registadas em fotografias, em relação ao sismo estou preparado será que sou o unico penso que não á muitos, só para vos dizer tenho preparado em casa 2 mochilas e a minha mulher é a impulsionadora deste evento, contem fotocopias dos documentos mais importantes,lanterna com pilhas vitalicias,rádio a pilhas, apito de arbitro,comidas enlatadas,água, e um canivete suisso e alguma roupa, etc.
Sou formador em segurança dentro e fora de Portugal e em minha casa o lema é (ambiente e segurança)
Obrigados pelo tempo que me dispensaram
Agostinho Marques