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“Hot Spot” enerva moradores da Rua de Diu

LOCAL. Um bar situado junto ao Mercado tem música ao vivo, aos fins-de-semana, até 02h00. Os vizinhos já não aguentam o “barulho”.

Mário Caritas

Na Rua de Diu, em Alverca, o funcionamento de um bar nocturno designado “Hot Spot” – onde funcionou durante muitos anos “O Meu Café” – está a pôr os nervos em franja a alguns moradores da zona. Tudo porque o espaço, que abre ao público nas noites de quinta-feira com karaoke e de sexta-feira e sábado com música ao vivo, emite níveis de ruído de tal forma elevados que “não deixam ninguém descansar”.

Se nas noites de karaoke o barulho “até é suportável”, o mesmo já não acontece nos serões em que há música ao vivo – “O som é sempre a abrir até às duas horas da madrugada”, refere Vítor Vitória, residente no segundo andar do lote 3 daquela rua (prédio contíguo ao referido estabelecimento), acrescentando: “Trata-se de um desrespeito à lei do Regulamento Geral do Ruído. Não estou contra a existência de estabelecimentos desta natureza em Alverca, mas deve haver um cuidado muito grande das entidades competentes no licenciamento destas superfícies, tendo em conta a localização das mesmas.”

A PSP já tem sido chamada ao local para intervir, a pedido deste e de outros vizinhos, mas Vítor refere que, segundo os agentes da autoridade, “não se pode fazer nada pois a actividade do bar é legal e compete aos serviços camarários tomar as acções necessárias para regularizar a situação”. Recordamos que este é um dos bairros mais antigos de Alverca, cujos prédios têm cerca de 50 anos. Instado a comentar a situação, Nuno Gameiro, gerente do “Hot Spot”, esclarece ter conhecimento do alegado “barulho” mas sublinha que irá manter os espectáculos programados pois possui licença para tal. Mas só até Abril, data em que irá mudar-se para um espaço na Bobadela, o actual “Excalibar”.

CMVFX rejeitou projecto de isolamento acústico

“Quando viemos para cá (em Outubro do ano passado) apresentámos à câmara um projecto de isolamento acústico do espaço, para podermos ter espectáculos até às quatro horas da madrugada, projecto esse que foi rejeitado. Consistia em isolar o tecto, as paredes e o chão, mas o projecto não foi aceite. Penso, no entanto, que aquilo que afecta os moradores dos prédios não é tanto o barulho mas sim as vibrações que a música emite, já que estamos a falar de construções muito antigas.”

No entanto, o responsável garante que o “barulho” irá durar apenas até Abril. “Ficaremos só mais dois meses para cumprir o contrato de arrendamento até ao fim e depois iremos embora. Se a câmara tivesse autorizado a obra de isolamento, continuaríamos aqui. Desta forma, com muita pena nossa pois a cidade precisa de espaços de diversão para os jovens, iremos continuar este projecto fora daqui.”

Categorias:Alverca
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