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Alverca perde sede do Museu do Ar

DESTAQUE. O “novo” Museu do Ar, em Sintra, abrirá oficialmente ao público em 2010. Em Alverca fica um pólo que os governantes locais consideram “uma meia-vitória”.

Mário Caritas

A abertura oficial do “novo” Museu do Ar, em Sintra, acontecerá em 2010. Mas já este mês, no próximo dia 14 de Dezembro, será inaugurada uma nova colecção do museu na sua nova sede. Em Alverca permanecerá um pólo – denominado “Museu do Ar de Alverca do Ribatejo” –, perdendo, no entanto, o estatuto de sede. A decisão de transferir o museu para Sintra há muito que fora tomada e, segundo a Força Aérea Portuguesa (FAP), esta é a melhor solução.

“Em Alverca havia falta de espaço para expor todo o nosso espólio. Até porque temos um dos melhores espólios aeronáuticos da Europa e que tem estado vedado ao público, precisamente devido à falta de espaço. Temos muitas aeronaves para mostrar às pessoas, que têm estado guardadas durante vários anos; agora poderemos finalmente mostrá-las pois em Sintra iremos ter áreas muito maiores de exposição”, explicou, ao “NA”, o tenente-coronel Paulo Gonçalves (FAP).

A outra questão tem a ver com o desejado acesso a uma pista que permita a descolagem e aterragem dos aviões, pois muitos deles ainda voam e é desejo dos responsáveis que o público os observe no ar. “Em Alverca dificilmente se conseguiria que os aviões acedessem à pista ali existente, já que não existe um caminho entre o local onde estão guardados e a pista; em Sintra essa questão não se coloca e poderemos ver a voar aviões de grande envergadura.”

Além disso, a FAP lembra que o Museu do Ar se prepara para receber novo espólio aeronáutico, cedido pelas companhias aéreas TAP e ANA, pelo que só em Sintra “se poderá ter um museu verdadeiramente grande, não só em termos de dimensão mas também de projecção para o exterior; em Alverca não havia capacidade para acolher um grande museu, onde pontuam aeronaves que marcaram a história da aeronáutica mundial e que neste momento estão votadas ao abandono num qualquer hangar do nosso país”.

Quanto ao futuro pólo de Alverca, que ficará no sítio do actual museu, será um garante de que a cidade não perderá a sua memória, como constata a presidente do município vila-franquense, Maria da Luz Rosinha. “A saída da sede do museu não é importante, até porque o pólo que fica será dinamizado. O que é importante é o papel que Alverca tem desempenhado na história da aeronáutica portuguesa, papel esse que é reconhecido por todos e que deve ser transmitido às gerações vindouras.”

Também o presidente da Junta de Freguesia de Alverca, Afonso Costa, se mostra tranquilo com o concretizar de uma decisão há muito tomada. “Esperemos agora que a FAP cumpra o que prometeu que é manter no futuro pólo todo o equipamento que já ali existe e, se possível, reforçá-lo. Porque a nossa ligação ao museu é grande e queremos que este continue a ser um dos ex-líbris da freguesia. Claro que continua a fazer sentido o lema: «Alverca, Cidade da Aeronáutica».”

O responsável não considera que a saída do museu para Sintra constitua uma derrota política dos actuais governantes locais e concelhios, mas adverte: “Se for uma derrota é de todos, de todas as juntas, de todas as câmaras e de toda a população que, na devida altura, quando foi publicado o decreto-lei que transferia a sede para Sintra, não se soube mexer para que tal não acontecesse.”

Categorias:Alverca
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