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Os suspeitos do costume…

Rui Vitória *

 

Com os campeonatos a começar temos mais do mesmo: arbitragens, “Sportinguite”, “Benfiquite”, “Portite” (doenças características dos adeptos em Portugal), com o futebol a ser novamente, para o bem e para o mal, tema do nosso quotidiano.

Os favoritos deverão ser os tradicionais. O FC Porto talvez parta em vantagem. Equipa que ganha 4 títulos em 5 campeonatos, com constante venda de jogadores, prova exactamente que para se ser campeão é preciso muito mais do que ter “só” bons jogadores. Terá que existir um conjunto de outras estruturas altamente qualificadas.

O SL Benfica surgiu bem melhor do que em anos anteriores. Poder-se-á dizer que já vimos este filme noutros inícios de época, mas agora vê-se a equipa com processos de jogo muito mais definidos e com uma boa rentabilização das características individuais dos jogadores, sendo estes bons indicadores para o aparecimento de resultados. As dúvidas que coloco prendem-se com: a tradicional euforia dos adeptos que rapidamente se transforma em frustração com reflexos na equipa; a qualidade e astúcia dos treinadores das outras equipas que não deixam a equipa encarnada jogar como nos jogos de inicio de temporada; na (pouca?) motivação e (baixos?) níveis de rendimento de jogadores que agora sabem e sentem que são preteridos mas que irão no futuro ter importância decisiva no rendimento da equipa.

No Sporting CP as coisas complicaram-se. Quando se pensava que a estabilidade iria ser vantajosa, constata-se agora que talvez nesta
situação tenha sido prejudicial. Numa organização tem que haver em determinados momentos alterações nas suas estruturas. Ao manter-se a equipa técnica (decisão que concordo em pleno) tem que haver reestruturação noutros sectores. Seria necessário sair e entrar mais jogadores. Assiste-se hoje àquilo a que chamo “cansaço táctico e mental”.

Paralelamente, parece-me que o modelo de comunicação da equipa com o exterior não é o melhor. As notícias têm que existir, é um facto. Mas os emissores, a mensagem e os receptores têm que ser cuidadosamente preparados, sob pena de se cometerem erros que podem ter influência no seio da equipa. Isso parece por vezes acontecer no Sporting.

Mas é por isto que o futebol é aliciante. Porventura daqui a uns tempos as opiniões divergem. É sinal que as equipas, enquanto organizações, tiveram capacidade para se auto-analisarem e resolver os seus problemas.

 

Professor de Educação Física*

Categorias:Alverca, crónica, opinião
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