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Atrasos na conclusão da Malvarosa preocupam moradores

REPORTAGEM. Três anos depois de ultrapassado o prazo inicialmente apontado para a conclusão da urbanização Malvarosa, os moradores debatem-se hoje com um conjunto de problemas que os preocupa cada vez mais. O ritmo de construção abrandou, ainda existem lotes por edificar e investimentos como o hotel ou a unidade de saúde ainda não estão em obra. O desagrado estende-se também às falhas na higiene pública, manutenção dos espaços verdes e ordenamento do estacionamento

Malvarosa degradação

Ana Filipa de Sousa

 

Quando decidiram investir na compra de uma casa naquela urbanização foi a diferença que os cativou. A Malvarosa prometia, na altura, transformar-se num local por excelência para habitar. Os serviços mais correntes como escolas, creches, um instituto superior, bancos, comércio, uma unidade de saúde e até um hotel estariam todos ali. A isso juntavam-se ainda um outro conjunto de atractivos de sonho como apartamentos com vista para o rio, áreas de lazer infantil, espaços verdes de dimensão, estacionamento colectivo e privativo e que prometiam transformar o empreendimento, situado no espaço da antiga fábrica da Mague, numa zona de luxo com vida própria.

Os primeiros moradores chegaram ao local no início de 2006 para ocuparem as primeiras residências, o ano apontado pelo promotor responsável pelo projecto para o fim da construção. Três anos depois, a realidade é, no entanto, bem diferente. Aquela que é hoje a urbanização com maior número de fogos na freguesia de Alverca, e uma das maiores no concelho de Vila Franca de Xira, não só ainda não está concluída como debate-se já com um conjunto de problemas que preocupam cada vez mais quem escolheu o empreendimento para residir.

O ritmo de construção abrandou, existem onze lotes por concluir e investimentos como o hotel ou a unidade de saúde ainda não estão em obra. O desagrado de grande parte dos moradores estende-se também às falhas detectadas na higiene pública, na limpeza de jardins, na manutenção dos espaços verdes e no ordenamento do estacionamento. A isto junta-se, depois, um outro conjunto de situações que quem ali vive assegura que está a colocar em risco a segurança colectiva.

O parque infantil não obedece aos critérios definidos por lei e nas traseiras de um dos lotes já habitado há um muro com acesso por escadas com as cofragens à mostra. Nos lotes por construir há manilhas a descoberto, condutas sem qualquer protecção e entulho e o espaço reservado para a instalação de uma unidade de saúde está a servir de local de estacionamento de camiões.

As queixas de quem escolheu a urbanização Malvarosa para viver são do conhecimento das entidades locais. Junta de Freguesia de Alverca e Câmara Municipal de Vila Franca de Xira reconhecem que têm sido confrontadas com a existência de um conjunto de problemas que preocupam os moradores, mas avisam que a resolução para grande parte dos mesmos depende sempre do urbanizador.

Alberto Mesquita, vice-presidente da câmara, adianta que “as queixas dos moradores têm surgido por vários canais, compreendemos as exigências das pessoas, mas muitos das situações que são apontadas são da única responsabilidade do promotor”. E acrescenta que os investimentos projectados para a urbanização serão, mais tarde ou mais cedo, realidade no local. “Sabemos que o terreno que está baldio vai receber uma unidade de saúde. É um processo que está a decorrer, assim como a construção do hotel, cujo interesse em o desenvolver ainda persiste”.

 Também Afonso Costa, presidente da Junta de Freguesia de Alverca reconhece que é um facto que “os moradores se dirigem à junta a expor alguns dos seus problemas e preocupações, mas explicamos que, até que a urbanização seja recepcionada pela câmara municipal, a autarquia não tem intervenção directa na resolução de alguns problemas”.

Assim sendo, e até que isso aconteça, situações como a varrição, higiene e limpeza ou manutenção das zonas verdes são da responsabilidade do urbanizador. Afonso Costa acrescenta ainda que o mesmo se passa com as irregularidades do parque infantil ou com o processo de atribuição da toponímia. “É o urbanizador que deve dotar o parque infantil de todas as normas de seguranças constantes na legislação em vigor. O processo de atribuição de toponímia foi aprovado em reunião de junto a 8 de Junho de 2007 e depois em reunião de câmara de 26 de Março de 2008, cabendo agora ao urbanizador a elaboração e colocação das respectivas placas, conforme estipulado no processo de licenciamento”.  

O “Notícias de Alverca” tentou obter alguns esclarecimentos do promotor responsável pela urbanização, mas o grupo Obriverca não se mostrou disponível para responder às questões colocadas pela nossa reportagem até ao fecho desta edição, por estarem em período de férias. No entanto, o “NA” continuará a acompanhar este assunto e, oportunamente, procurará ouvir o urbanizador.  

Leia a versão integral da reportagem na edição impressa.

Categorias:Alverca
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