Início > Alverca > OGMA propõe rescisão a 20 trabalhadores

OGMA propõe rescisão a 20 trabalhadores

Ana Sousa

Esta é a segunda vez em menos de três meses que a empresa com sede em Alverca propõe aos trabalhadores rescisões dos contratos de trabalho

A administração da OGMA – Indústria Aeronáutica de Portugal – está a propor a 20 trabalhadores efectivos a rescisão dos contratos de trabalho.
A informação foi avançada pela Lusa, na última quinta-feira, que se baseia em documentos a que terá tido acesso.
Esta é a segunda vez em menos de três meses que a empresa com sede em Alverca propõe aos trabalhadores rescisões dos contratos de trabalho.
Numa carta enviada aos trabalhadores, a que a Lusa teve acesso, o presidente -executivo da OGMA, Eduardo Bonini, justifica a decisão com a “ausência de encomendas significativas para 2010”, “dificuldade em receber o pagamento de serviços já prestados aos clientes” e “baixa produtividade de alguns sectores da empresa”.
No mesmo documento, Bonini diz ainda que a empresa já recorreu “ao crédito bancário para fazer face a despesas correntes, nomeadamente ao pagamento regular de salários”.
Todas estas questões deixaram a empresa numa situação em que “tem de reduzir custos com carácter de urgência”, refere a administração da OGMA.
“As medidas até agora tomadas [um processo iniciado em 2005] demonstraram ser insuficientes e, neste momento, não resta outra alternativa à OGMA senão reduzir custos de pessoal”, escreve ainda Eduardo Bonini.
Assim, a empresa propõe um acordo de rescisão de contrato de trabalho, propondo o pagamento de “1,75 meses por cada ano e fracção de trabalho” e refere que pretende a inclusão dos trabalhadores dispensados no saúde de seguro em vigor “até dois anos após a data de demissão”.
Contactada pela Lusa, fonte oficial da OGMA adiantou que foram contactados 20 trabalhadores efectivos, justificando a decisão com o facto de não surgirem sinais de retoma no mercado. “Não há sinais de retoma e há que reajustar e proteger as centenas de trabalhadores da OGMA”, acrescentou a mesma fonte.
No final de Maio a empresa liderada por Eduardo Bonini enviou cartas a 24 funcionários a propor a rescisão dos contratos de trabalho “por mútuo acordo”.
Dos 24 trabalhadores contactados pela empresa, 14 aceitaram a proposta da administração da OGMA e cinco trabalhadores – a quem não tinha sido proposta a rescisão – aderiram ao programa de rescisões de forma voluntária, disse à Lusa fonte oficial da empresa.
A OGMA, que encerrou o ano de 2008 com lucros de 5,5 milhões de euros (o dobro do registado em 2007), tem sede em Alverca e emprega cerca de 1.700 trabalhadores.
A empresa é detida em 65 por cento pela Airholdings (setenta por cento do capital é detido pela Embraer e trinta por cento pela EADS) e em 35 por cento pelo Estado português, através da Empordef.

ogma_

A administração da OGMA – Indústria Aeronáutica de Portugal – está a propor a 20 trabalhadores efectivos a rescisão dos contratos de trabalho. A informação foi avançada pela Lusa, na última quinta-feira, que se baseia em documentos a que terá tido acesso.

Esta é a segunda vez em menos de três meses que a empresa com sede em Alverca propõe aos trabalhadores rescisões dos contratos de trabalho. Numa carta enviada aos trabalhadores, a que a Lusa teve acesso, o presidente -executivo da OGMA, Eduardo Bonini, justifica a decisão com a “ausência de encomendas significativas para 2010”, “dificuldade em receber o pagamento de serviços já prestados aos clientes” e “baixa produtividade de alguns sectores da empresa”.

No mesmo documento, Bonini diz ainda que a empresa já recorreu “ao crédito bancário para fazer face a despesas correntes, nomeadamente ao pagamento regular de salários”. Todas estas questões deixaram a empresa numa situação em que “tem de reduzir custos com carácter de urgência”, refere a administração da OGMA.

“As medidas até agora tomadas [um processo iniciado em 2005] demonstraram ser insuficientes e, neste momento, não resta outra alternativa à OGMA senão reduzir custos de pessoal”, escreve ainda Eduardo Bonini.

Assim, a empresa propõe um acordo de rescisão de contrato de trabalho, propondo o pagamento de “1,75 meses por cada ano e fracção de trabalho” e refere que pretende a inclusão dos trabalhadores dispensados no saúde de seguro em vigor “até dois anos após a data de demissão”.

Contactada pela Lusa, fonte oficial da OGMA adiantou que foram contactados 20 trabalhadores efectivos, justificando a decisão com o facto de não surgirem sinais de retoma no mercado. “Não há sinais de retoma e há que reajustar e proteger as centenas de trabalhadores da OGMA”, acrescentou a mesma fonte.

No final de Maio a empresa liderada por Eduardo Bonini enviou cartas a 24 funcionários a propor a rescisão dos contratos de trabalho “por mútuo acordo”. Dos 24 trabalhadores contactados pela empresa, 14 aceitaram a proposta da administração da OGMA e cinco trabalhadores – a quem não tinha sido proposta a rescisão – aderiram ao programa de rescisões de forma voluntária, disse à Lusa fonte oficial da empresa.

A OGMA, que encerrou o ano de 2008 com lucros de 5,5 milhões de euros (o dobro do registado em 2007), tem sede em Alverca e emprega cerca de 1.700 trabalhadores. A empresa é detida em 65 por cento pela Airholdings (setenta por cento do capital é detido pela Embraer e trinta por cento pela EADS) e em 35 por cento pelo Estado português, através da Empordef.

Categorias:Alverca
  1. Ainda sem comentários.
  1. No trackbacks yet.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: