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Futuros técnicos aeronáuticos aguardam homologação do INAC

SOCIEDADE. O curso profissional de Técnico de Manutenção Aeronáutica, ministrado na Escola Secundária Gago Coutinho, ainda não está certificado por uma das principais autoridades na matéria.

Mário Caritas

O curso profissional de Técnico de Manutenção de Aeronaves, ministrado na Escola Secundária de Gago Coutinho (ESGC) em parceria com a OGMA – Indústria Aeronáutica de Portugal, em Alverca, ainda não foi homologado pelo INAC – Instituto Nacional de Aviação Civil, considerado uma das autoridades máximas a nível nacional no que toca a estas matérias. O curso iniciou-se no ano lectivo 2006/2007 e dura três anos (é equivalente ao secundário), pelo que em 2009 estão a concluí-lo os primeiros alunos. Mas sem a homologação do INAC estes alegadamente não poderão obter um certificado de aptidão profissional que os reconheça como técnicos habilitados para reparar aviões em qualquer parte do país e do mundo.

Em entrevista ao “NA”, o presidente do conselho executivo da ESGC, Sérgio Amorim, admitiu que, pelo facto de ainda não ser reconhecido oficialmente pelo INAC, “falta força a este curso, não sendo os alunos depois reconhecidos como técnicos”. Isto apesar de no passado mês de Julho todos os finalistas terem feito, com sucesso, um estágio de aptidão profissional e sido avaliados perante um júri composto por várias entidades competentes na matéria, entre estas o INAC e um sindicato ligado à aviação, o SITEMA.

À nossa reportagem, um destes alunos (que prefere manter o anonimato) anuiu que, “apesar do curso ainda estar um pouco desorganizado”, se sente preparado para trabalhar na área da manutenção aeronáutica. “Sinto-me preparado, apesar de termos tido muito mais formação teórica do que prática. Mesmo nos estágios não podíamos mexer em muitas coisas, mas sinto-me bem preparado. Em Julho fizemos o estágio do projecto de aptidão profissional, onde passámos por quatro áreas diferentes – as áreas mais importantes da OGMA – e correu tudo bem.” Por isso, a sua homologação por parte do INAC seria fundamental: “Penso que era importante o curso estar homologado pois assim poderíamos trabalhar em todo o lado; caso contrário estamos limitados.”

A OGMA mantém-se atenta à situação. “Temos mantido contactos com o Ministério da Educação, responsável pelas acções de certificação do curso junto da ANQ – Agência Nacional para a Qualificação e do INAC, e estamos confiantes que esta pendência seja resolvida.” Fonte oficial das Oficinas de Alverca acrescenta ainda que “é impensável a hipótese do curso não ser homologado, pois a iniciativa do mesmo é resultado de um protocolo firmado entre a Escola, Indústria e o Estado Português, todos eles agentes empenhados em desenvolver alternativas para o desenvolvimento económico e social da comunidade”.

Categorias:Alverca
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