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Serviços públicos: do medíocre ao satisfaz

Mário Caritas

As filas de espera diminuíram nalguns serviços, graças às novas tecnologias. No Centro de Saúde de Alverca, continua tudo na mesma.

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Alguns dos principais serviços públicos da cidade de Alverca têm uma nota que ronda o satisfaz. Funcionam melhor do que no passado, mas ainda não da forma ideal. Essa é a opinião generalizada da população. Para algumas pessoas a estação central dos CTT, por exemplo, “funciona relativamente bem, mas ainda não tem algo tão simples como o pagamento via multibanco”.

André Amaro, 31 anos, informático, aponta essa como uma das principais lacunas ali existentes: “O serviço é rápido, funciona bem, mas agora pretendia efectuar o pagamento de uma quantia mais elevada que o habitual e tive que vir levantar o dinheiro à rua, pois não têm disponível essa forma de pagamento.”

Mas nem sempre existe celeridade no atendimento. Há quem continue a esperar e a desesperar na moderna estação dos CTT de Alverca. Fernanda Palma teve que ir àquele serviço pela segunda vez, em dois dias, tratar do mesmo assunto. “Hoje vim cá por causa de uma encomenda, mas ontem já cá estive e desisti pois estava muita gente à minha frente; talvez tenha tido a ver com o início do mês e o levantamento das reformas.”

Já Fátima Bravo, 44 anos, desempregada, resolveu a sua situação logo nessa manhã. Mas teve que esperar… “O atendimento é lento. Vim com a minha mãe levantar a reforma dela e estivemos quase duas horas à espera. Às vezes o serviço é mais rápido, depende também dos funcionários que estão a atender nos guichets.”

Internet agiliza processos nas Finanças

Na Repartição das Finanças também as longas filas de espera parecem ser coisa do passado. A infinidade de situações que podem ser tratadas pela internet veio desbloquear inúmeros processos do dia-a-dia. Que o diga José Manuel Ribeiro, 42 anos, administrativo: “Hoje vim tratar do IMI – Imposto Municipal sobre Imóveis e fui logo atendido quando cheguei. Penso que estes serviços estão muito mais agilizados, embora existam sempre aspectos a melhorar. Eu já trato grande parte das minhas coisas pela internet, hoje só cá vim porque tinha uma dúvida em relação aos valores do IMI e fiquei esclarecido.”

Também Ricardo Oliveira, 24 anos, técnico de telecomunicações, se mostra satisfeito com aquele serviço. Coincidência ou não, foi outra das pessoas que abordámos que foi atendida na hora. “Foi muito rápido, correu muito bem, não tenho nada que reclamar. Vim esclarecer-me acerca de como entrar no site das Finanças para tratar do meu IRS pela internet; julgo que a internet veio melhorar muito os serviços, tanto ao nível da rapidez como dos custos, pois se fosse tratar do IRS ao balcão teria que pagar 50 euros e tratando pela internet pago metade. É só vantagens!”

Na saúde nada de novo

O “calcanhar de Aquiles” parece ser definitivamente o atendimento no Centro de Saúde. Recordamos que mais de metade dos 27.000 utentes inscritos nesta extensão do Centro de Saúde de Alhandra vão ficar sem médico de família já a partir deste mês, pois, aos 8.000 utentes actualmente sem médico e aos quase 1.900 doentes do doutor Vasconcelos – que se encontra de baixa prolongada e cujo futuro aponta para a reforma, não voltando a exercer funções –, juntam-se os cerca de 5.000 pacientes, no total, dos doutores Joaquim Maurício, Bolina Pinto e Dulce Abreu que saem rumo à nova Unidade de Saúde Familiar do Forte da Casa.

Manuel José, 62 anos, aposentado, é um dos doentes do doutor Vasconcelos, ou seja, é um daqueles que tem de vir de madrugada para a porta do centro de saúde tentar arranjar vaga para o próprio dia, o que nem sempre acontece. Mas naquele dia teve sorte. “Tenho sempre que vir para as vagas, ainda hoje vim para cá eram sete e meia da manhã. Consegui consulta com a doutora Maria Teresa, fui a casa e agora regressei para ser atendido à uma e meia da tarde. Já ouvi falar que há um médico que vem substituir o doutor Vasconcelos, mas não sei mais nada. Penso que deviam arranjar de imediato médicos para substituir aqueles que estão em falta.”

Menos sorte que o senhor Manuel teve Cassilda Andrade, 34 anos, auxiliar de limpeza, que, sem médico de família, arriscou vir naquele dia logo de manhã cedo na tentativa de arranjar consulta regular. Mas em vão. Encontrámo-la sentada num dos bancos exteriores, em plena hora do almoço, à espera que abrissem os guichets para arranjar consulta para o final da tarde no Catus – Serviço de Atendimento Complementar.

“Vou tentar agora arranjar vaga para a consulta das seis da tarde. Hoje de manhã já não havia vagas e agora tenho que fazer tempo para marcar consulta no Catus. Aqui a demora é sempre muito grande: por vezes arranjo consulta, mas noutras ocasiões não apanho vaga. Penso que deviam aumentar o número de médicos de família e agora as coisas vão piorar com a saída de mais três médicos.”

Categorias:Alverca
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