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O mais importante em primeiro

Paula Atouguia

No último dia de um curso de Gestão do Tempo, um professor diante da sua turma, sem dizer uma palavra, pegou num frasco grande e vazio e colocou lá dentro uma pedra enorme. A seguir perguntou aos alunos se o frasco estava cheio e todos, unanimemente, disseram que “sim”.

O professor pegou então num saco que tinha umas pedras mais pequenas e vazou-as para dentro do frasco. As pedras preencheram o espaço deixado vazio. O professor voltou a perguntar se o frasco estava cheio e todos os alunos voltaram a responder, em uníssono, que “sim”.

Seguidamente, e sem dizer uma palavra, o professor pegou num saco com gravilha e despejou-o para dentro do frasco. Pouco a pouco a gravilha foi-se ajeitando e ocupando os espaços vazios entre a pedra grande e as mais pequenas. O professor questionou novamente os alunos que, cada vez mais convictos, repetiram o “sim”.

– “Agora é que já não cabe mais nada, professor, agora é que não!” – disse um deles, mais afoito.

O professor voltou a pegar num saco, desta vez de areia, despejando-a dentro do frasco. Obviamente que a areia preencheu todos os espaços vazios e o professor questionou novamente se o frasco estava cheio. Os alunos responderam-lhe com um “sim” retumbante.

O professor em seguida adicionou uma garrafa de água ao conteúdo do frasco e preencheu todos os espaços vazios entre a areia. Os estudantes riram-se nesta ocasião. Quando os risos terminaram, o professor colocou uma nova questão:

– Então qual é a grande lição a retirar desta experiência?

Muito rapidamente, ouviram-se respostas:

– Isto quer dizer que na nossa agenda cabe sempre tudo, mesmo o que nem imaginamos;

– Sempre que quisermos é sempre possível arranjar mais um espacinho para colocar mais alguma tarefa na nossa agenda. Cabe sempre! É só uma questão de jeitinho!

Pois bem, depois de ouvir todas as respostas, o professor respondeu que a grande lição a retirar dali é que se não colocarmos em primeiro lugar o que é mais importante, depois já não cabe.

Imaginando que o frasco é a vida, a pedra grande são as coisas mais importantes – as que nos apaixonam e nos fazem levantar com força e alegria todas as manhãs; são aquelas que mesmo se perdêssemos tudo o resto, a nossa vida ainda ficaria preenchida. Se colocarmos primeiro a areia no frasco, o resto depois já não cabe.

Esta foi uma história que li há cerca de 10 anos e cuja lição me tem acompanhado desde essa altura. Partilho-a convosco porque penso que existem momentos na vida em que temos de parar para pensar o que é realmente importante na nossa vida, porque isto vai determinar as nossas prioridades e a forma como gerimos o nosso próprio tempo. Se colocarmos toda a nossa energia nas coisas pequenas e insignificantes da vida, perdemo-nos nesse emaranhado que nos afasta claramente da felicidade e paz interior.

Prestem pois atenção ao que verdadeiramente importa para vós: O trabalho? A família? A saúde? A alegria? Os amigos? O carro? A casa? O Ser ou o Parecer?

Dias bons!

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