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Proteger Alverca da cheia centenária

Obra de regularização do Rio Crós-Cós durará ano e meio

A Avenida 5 de Outubro será a via mais afectada

A Avenida 5 de Outubro será a via mais afectada

Mário Caritas

 

A obra de regularização do Rio Crós-Cós, em Alverca, arranca em Junho e tem uma duração prevista de aproximadamente ano e meio, com custos que ascendem aos seis milhões de euros (suportados em mais de quatro milhões pelo Programa Operacional de Valorização do Território). A intervenção, promovida pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira e acompanhada pelo INAG – Instituto Nacional da Água, será feita ao longo de todo o leito daquela linha de água (com mais de seis quilómetros de comprimento, estendendo-se desde o Mato da Cruz até ao Rio Tejo), tendo o projecto sido apresentado publicamente na passada sexta-feira, no grande auditório da Sociedade Filarmónica Recreio Alverquense.

 

A empreitada visa proteger a cidade de um cenário de cheia centenária, equivalente às famosas inundações de 1967 e 1983. A zona a montante (a norte da auto-estrada) será intervencionada em quatro áreas distintas: Casal Picão, junção do rio com a Ribeira de À-dos-Potes, zona a jusante do Aqueduto da EPAL e Proverba; ao passo que a intervenção a jusante (a sul da A1) dividir-se-á em cinco momentos: regularização fluvial entre a A1 e o início da zona tapada do rio, toda a zona enterrada sob Alverca, a jusante da zona coberta até à linha do caminho-de-ferro, desde a linha do comboio até à entrada da OGMA e regularização do rio no interior das Oficinas.

 

Paulo Castro, responsável do INAG, explicou quais as problemáticas que esta obra pretende resolver. “A montante serão feitas intervenções nas áreas mais críticas, onde se verifica maior erosão, implementando medidas de protecção torrencial contra erosões e, nalguns casos, corrigindo a elevada inclinação com a criação de barreiras transversais que proporcionem a deposição de material sólido e promovam a diminuição do declive; na zona da Proverba será feito um novo pontão e uma regularização que se estenderá sensivelmente até ao aqueduto da EPAL. Dali para baixo o que está previsto é o reperfilamento do rio, ou seja, o aumento da secção pois trata-se de uma zona preferencial de expansão de cheia.”

 

Troço coberto será reconstruído em betão

 

Na parte urbana, para além do alargamento substancial do troço coberto – com a substituição integral do trecho enterrado entre a Rua José Martinho dos Santos e as instalações do Futebol Clube de Alverca –, pretende-se eliminar grande parte das descargas de vazamentos indevidos (esgotos domésticos) naquela linha de água, com a execução de colectores a cargo dos SMAS. A intervenção mais “pesada” consistirá precisamente na reconstrução do troço coberto em betão armado. Uma das zonas que deverá ser mais afectada é a Avenida 5 de Outubro (Choupal).

 

A jusante da saída do troço coberto entramos em terrenos planos, que se estendem até à linha do caminho-de-ferro. Na Quinta do Couchão, considerada uma zona preferencial de inundação, o leito do rio passará a ter cerca de 30 metros de largura, ou seja, será cinco vezes mais largo que no troço coberto, “de maneira que é uma zona que vai permitir amortecer em grande parte os caudais de ponta, funcionando como infra-estrutura de armazenamento e amortecimento de caudais para jusante”.

Categorias:Alverca
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