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Os novos magnatas do imobiliário

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Mário Caritas

A RE/MAX domina o mercado da mediação imobiliária. Os seus melhores colaboradores ganham autênticas fortunas.

Chegou ao nosso país há quase uma década, mas nasceu há muito mais tempo nos EUA. A RE/MAX é actualmente uma empresa líder de mercado a nível mundial, encontrando-se representada em 72países, com mais de 7.000 escritórios abertos e cerca de140.000 consultores. Em Portugal existem actualmente 216 agências espalhadas pelo continente e ilhas, envolvendo mais de 3.000 consultores. A RE/MAX soube aproveitar a crise económica para fazer do imobiliário um negócio deveras lucrativo. De tal forma que é considerada, em termos globais, a melhor empresa portuguesa a pagar e a segunda melhor para se trabalhar.

Em Alverca, onde se instalaram há cerca de três anos, dinamizam uma Megastore situada na Quinta da Vala. Vieram para conquistar o mercado local. João Paulo Mendes, 42 anos, natural de Alverca (antigo futebolista amador do FCA), é o responsável pela loja e pela expansão desta marca franchisada no nosso país. Conta-nos porque escolheram esta cidade para abrir o maior escritório da RE/MAX a norte de Lisboa. “Se no concelho existem cerca de 60 imobiliárias e metade estão em Alverca, então eu costumo dizer que onde há pescadores há peixe… Temos ganho anualmente o prémio da imobiliária que mais vende em Portugal, atribuído pelo INCI –Instituto da Construção e do Imobiliário, logo o nosso objectivo em Alverca é claramente dominar o mercado!” Um mercado generalista, ou seja, “qualquer negócio nos interessa, desde o terreno com 100 metros quadrados que está à venda numa aldeia recôndita por12.000 euros ao hotel de 10milhões”.

“Marca de excelência”

Transaccionam parqueamentos, boxes, terrenos, apartamentos, moradias, lojas, escritórios, armazéns, naves industriais, hotéis, etc. “Não diferenciamos clientes, para nós são todos importantes.”Esse é um dos segredos do sucesso? “Não… É apenas uma forma de estar. Os grande pilares do sucesso são outros e assentam, em primeiro lugar, no facto de sermos uma empresa com uma rede fortíssima; ou seja, 40% dos negócios que fazemos são partilhados – por exemplo, o cliente entra numa loja em Braga, diz que quer comprar uma quinta em Reguengos de Monsaraz e o imóvel é angariado por um consultor daquela zona. Isto só é possível porque somos uma rede, pois uma pequena imobiliária tradicional não conseguiria fazê-lo.”

O trabalho em exclusividade é outro dos “segredos”, não só porque beneficia a empresa mas também o cliente. “Como temos a certeza que aquele imóvel terá de ser comercializado por nós, vamos pró-activamente arregaçar as mangas e investir na divulgação do produto, procurando clientes, pois temos a certeza do retorno do investimento. Ao passo que uma imobiliária tradicional nada faz pelo cliente, fica à espera que apareça alguém.” Portanto, apostam numa política agressiva? “Completamente! Somos bastante agressivos comercialmente, no bom sentido. É essa política que nos tem feito ganhar uma série de prémios a nível nacional.”

A terceira chave do sucesso passa pela filosofia desta marca e pela forma como consegue manter motivados os seus colaboradores. “Não só fomos eleitos a empresa número um a pagar em Portugal, como valorizamos imenso a cultura do mérito. A RE/MAX não tem empregados, tem sócios; e enquanto numa relação patrão-trabalhador o patrão fica com afatia de leão, aqui passa-se exactamente o contrário, ou seja, os três sócios – o “master” (a marca nos EUA), a RE/MAX e o consultor – dividem entre si o bolo, mas quem ganha mais é o consultor pois foi ele quem fez o negócio.” Motivados pela crise económica do país – que obriga muitas pessoas a venderem as casas adquiridas no tempo das “vacas gordas”, logo a recorrerem às imobiliárias –, gabam-se de conseguirem transaccionar, em média, “duas casas por hora”. Não fazem contratos de trabalho com ninguém, mas asseguram que têm para oferecer algo muito mais aliciante. “Temos pessoas na empresa a ganharem mais de 200mil euros/ano! Só em 2008 cerca de 600 colaboradores facturaram mais de 35.000 euros, desses muitos facturaram para cima de150 mil euros e as pessoas de topo levaram para casa perto de 500 mil euros. É fabuloso!”

Categorias:Alverca
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