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Morte de trabalhador da OGMA investigada

Mário Caritas

Assistência hospitalar poderá não ter dado a devida atenção.

Augusto Matos França, trabalhador da OGMA falecido na madrugada do dia 24 de Março, vítima de um acidente de trabalho que sofrera na noite anterior – queda de uma altura de cerca de sete metros, do cimo da asa de um avião –, poderá não ter tido a devida assistência nas urgências do Hospital Distrital de Vila Franca de Xira, para onde foi transportado pelos bombeiros a fim de receber tratamento.

Um primo direito do falecido, João França Bexiga, também trabalhador na OGMA, conta-nos que este não foi considerado um sinistrado prioritário: “O acidente deu-se por volta das 23h00 e ele chegou ao hospital cerca das 23h30 do dia 23, mas só foi visto entre as 02h00/02h30 da madrugada; quando chegou colocaram-lhe uma braçadeira amarela e só quando foi visto pela primeira vez é que lhe trocaram a braçadeira para a cor laranja.”Augusto França, 45 anos, solteiro, era natural de Alvega (concelho de Abrantes) e há mais de 30 anos que residia em Alverca. Morava na casa de uns tios, na rua da estação. Trabalhava como pintor na secção de pintura da OGMA. Augusto viria a falecer às 05h00 da madrugada do dia 24, tendo sido sepultado na sua terra natal.

Contactada pelo nosso jornal, fonte da administração hospitalar confirma que “nessa noite (23), por volta das 23h30, aquele doente chegou ao serviço de urgência, tendo-lhe sido colocada na triagem a braçadeira amarela. No entanto, uma agudização das queixas do doente levou, pouco tempo depois, à reclassificação da braçadeira para laranja”. O “NA” apurou ainda que neste momento estão a decorrer três inquéritos acerca desta morte: um levado a cabo pela OGMA, outro pela Autoridade para as Condições de Trabalho e ainda o do Ministério Público. Augusto era sindicalizado no STEFAS – Sindicato dos Trabalhadores Civis dos Estabelecimentos Fabris da Armada e Empresas de Defesa que, na passada quarta-feira, reuniu com a administração da OGMA, onde lhes foi transmitida esta informação. “Aguardamos agora pelo desfecho dos inquéritos”, explica o sindicalista Ricardo Costa. Até ao fecho desta edição não conseguimos obter reacções da administração da OGMA.

Categorias:Alverca
  1. ARTUR SILVA
    10/04/2009 às 12:06

    É REALMENTE UMA VERGONHA QUE ISTO TENHA ACONTECIDO PARA QUEM TEM UM ACIDENTE DE TRABALHO E ESTA A APENAS 10 MIN. DE UM HOSPITAL .
    CULPADOS ? NAO SEI QUEM FORAM , MAS TEM DE SE APURAR RESPONSABILIDADES !

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