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Metade da população de Alverca sem médico de família

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Mário Caritas

Com a anunciada saída de três médicos em Maio, 15.000 pessoas ficarão sem médico de família.

Mais de metade dos 27.000 utentes inscritos na Extensão de Alverca do Centro de Saúde de Alhandra vão ficar sem médico de família já a partir de Maio. Aos 8.000 utentes actualmente sem médico e aos quase 1.900 doentes do doutor Vasconcelos – que se encontra de baixa prolongada e cujo futuro aponta para a reforma, não voltando a exercer funções –, irão juntar-se os cerca de 5.000 pacientes, no total, dos doutores Joaquim Maurício, Bolina Pinto e Dulce Abreu que sairão rumo à nova Unidade de Saúde Familiar do Forte da Casa.

Marília Alves, directora do Centro de Saúde de Alhandra e responsável máxima pelo recém-criado Agrupamento de Centros de Saúde do Concelho de Vila Franca de Xira, sedeado em Alverca, prefere para já desdramatizar a situação. “Vamos tentar colmatar essas ausências com a colaboração dos médicos dos centros de saúde vizinhos, nomeadamente da Póvoa de Santa Iria, até que seja possível a sua substituição por outros elementos.”

António Moita, 67 anos, reformado, é doente do doutor Maurício. “O meu médico é dos melhores que está aí e com a sua saída para melhor não devo ir. Por isso, mesmo que tenha de pagar, vou ver se consigo ser consultado por ele no Forte da Casa, pelo menos uma ou duas vezes por ano”, refere, indignado com a forma de funcionamento deste serviço público. “Para conseguir vaga para o próprio dia tenho que vir para aqui às cinco e meia da manhã, e para marcar consulta para um dia certo tem que ser com um mês de antecedência. É complicado. Quanto aos serviços administrativos, levamos ali muito tempo, há dias em que os corredores estão cheios (de pessoas que querem carimbar receitas, credenciais, etc.). Depois as pessoas perdem a paciência e embirram com as administrativas que são poucas e que não têm culpa nenhuma.”

Versão integral desta notícia na edição impressa.

Categorias:Alverca
  1. Xira
    21/04/2009 às 14:14

    “…Por isso, mesmo que tenha de pagar, vou ver se consigo ser consultado…”
    Infelizmente, todos vamos subscrevendo esta afirmação do Sr António Moita…

  2. msr
    08/04/2009 às 10:08

    Isto faz-me muita confusão. Se numa cidade perto de Lisboa é assim, quanto mais noutros locais longe das maiores cidades de Portugal.
    Acesso a um serviço de saúde público de qualidade deveria ser um direito e uma prioridade. É vergonhoso.

  3. ARodrigues
    07/04/2009 às 22:01

    Deveras preocupante esta realidade da nossa cidade….

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