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Centro Cultural do Bom Sucesso abre a 25 de Abril

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Ana Sousa

Condicionantes obrigaram à implantação do edifício no subsolo

Os 35 anos do 25 de Abril foram a data escolhida para a inauguração do Centro Cultural do Bom Sucesso, em Alverca. O novo equipamento está pronto e a sua entrada em funcionamento coloca um ponto final em dois anos de uma obra que acabou por se revelar bastante complexa e cujo desenvolvimento não escapou a algumas criticas da população local.

Construído com o objectivo de ajudar a requalificar uma zona que necessitava de uma urgente intervenção, o novo Centro Cultural do Bom Sucesso não deixa de despertar a atenção, para já pelas suas características físicas. O equipamento que a câmara municipal garante que mais do que um edifício será “um espaço para a comunidade” foi, todo ele, implantado no subsolo, de nível com a Rua da Fonte de São Romão, cuja cobertura funciona como alçado principal.

Desengane-se, porém, se pensa que por ter sido edificado de baixo da colina com vista sobre o Tejo – que foi aproveitada como uma área de lazer para crianças e terceira idade – o novo centro cultural é escuro ou sombrio. O equipamento desenvolve-se em torno de uma série de pátios interiores com escalas diferenciadas, que, para além de servirem de complemento e cenário aos vários núcleos, são verdadeiros pontos de luz natural.

Situado numa zona periférica fortemente marcada pela pressão urbanística extremamente densa e com acessibilidades muito complexas, o projecto acabou por tirar partido do forte declive e da diferença de cotas existente ente os dois arruamentos que o limitam a norte e a sul, a Rua da Liberdade e a Rua da Fonte de São Romão. Dentro do edifício, e ao nível espacial, tudo acontece em torno de dois elementos. O Pátio das Colectividades e o Auditório que, por via da sua capacidade evolutiva, comporta cinco cenários bem diferentes que podem ir de uma sala para ensaios com 100 metros quadrados a um auditório com 112 lugares sentados ou uma área única de 530 metros quadrados, possível com o recolher da frente de vidro que separa o foyer do Pátio das Colectividades.

Apesar de ainda não serem conhecidos os pormenores da programação cultural do novo equipamento, a aposta feita vai claramente no sentido deste espaço poder promover vários espectáculos e receber vários tipos de públicos A par do auditório e do Pátio das Colectividades, há ainda o Núcleo Museológico do Bom Sucesso onde ficarão patentes os vestígios de um antigo complexo conventual que existiu nas imediações das Minas de São Romão.

Em exposição estarão, para além da maqueta com a recriação do antigo convento, uma mostra permanente de fotografias antigas e objectos encontrados. Dois anos volvidos sobre o início da construção, o urbanista que acompanhou a obra a par e passo sublinha que o objectivo primordial foi conseguido. “A escolha deste local para receber este projecto não foi por acaso e agora que está concluído percebe-se que o equipamento veio dar uma nova dinâmica ao espaço. Trata-se do coração do Bom Sucesso, que era um dos poucos espaços vazios, que estava inacessível, onde apenas existiam hortas clandestinas e construções abarracadas e que agora privilegia as pessoas e o usufruto da comunidade”.

Versão completa deste trabalho na edição impressa

Categorias:Alverca
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