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“A cidade precisa de novas ideias”

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Ana Sousa/Mário Caritas

Onésimo Silva, 35 anos, é o cabeça de lista da CDU para Alverca nas próximas eleições autárquicas. O candidato aposta numa gestão participada.

“Notícias de Alverca”: O que o levou a aceitar este desafio?
Onésimo Silva: Entrei na vida autárquica há quatro anos e, durante este tempo, como eleito da CDU na assembleia de freguesia, percebi que a cidade está estagnada e que precisa de novas ideias, de um projecto diferente.

“NA”: Há quanto tempo é militante do PCP?
OS: Há cerca de três anos. Nas últimas autárquicas integrei as listas da CDU como independente e depois interessei-me pelo projecto, pelas ideias do partido.

“NA”: Quer dar uma nova vida a Alverca?
OS: Exactamente.

“NA”: E dar também uma nova vida ao partido, em termos locais?
OS: Dar uma nova vida no sentido de que somos (quase) todos jovens: eu, o Nuno Libório (cabeça de lista da CDU à câmara municipal), a Carla Tavares (número dois da lista para Alverca) e outros que têm aparecido e que representam, dentro da ideologia do partido, o continuar desta luta.

“NA”: Numa recente entrevista ao nosso jornal, o presidente da junta atirou, indirectamente, as culpas à CDU pela anunciada saída do Museu do Ar, afirmando que “se passou 20 anos a assobiar para o lado”. Que comentário lhe merece?
OS: Refuto essa afirmação. O PS está na câmara há 12 anos, portanto as suas responsabilidades já são bastante grandes! Neste momento penso que se deve procurar negociar com as entidades competentes para que o museu fique em Alverca, nomeadamente construindo novas instalações em parceria com entidades públicas e privadas.

“Não basta só fazer obra…”

“NA”: Caso vença, a CDU irá reivindicar junto do município a construção do parque de feiras e exposições?
OS: Sim. Aliás isso já estava previsto no tempo em que a CDU era poder. O parque de exposições, feiras e lazer, que estava inicialmente pensado para Alverca ainda no tempo do executivo camarário de maioria CDU, era um equipamento com uma forte componente de lazer que é o que faz falta a esta cidade: com ciclovias, etc. Além disso teria também a ver com uma dinamização económica que Alverca infelizmente perdeu. No fundo, a ideia seria ter um parque de exposições onde se juntassem institutos públicos (por exemplo as universidades mostrando o que está a ser feito em termos de projectos de investigação) e empresas privadas tais como a OGMA (a principal empresa local) e outras que, de alguma forma, tenham uma actividade paralela à da OGMA.

“NA”: Que ideias tem para revitalizar a zona antiga?
OS: Em primeiro lugar há que ter em conta a questão do comércio tradicional que, devido à anunciada construção de mais dois novos centros comerciais, verá agravada a sua situação já de si difícil. Uma das nossas propostas passa por fechar algumas ruas ao trânsito, ao fim-de-semana, em épocas de maior movimento de compras; e que isso seja complementado com actividades culturais. Depois, em relação à reabilitação da zona antiga, havia um projecto do município – o Rehabita – que nós reivindicamos que seja efectivamente cumprido, em que se aposte de facto na reabilitação e não na construção de mais mega-urbanizações: na Quinta do Cochão, alto de Arcena, etc.

“NA”: Nas próximas comemorações do 25 de Abril será inaugurado o Centro Cultural do Bom Sucesso, bairro que ficou dotado, nos últimos anos, de algumas infra-estruturas importantes. Sendo aquela uma zona decisiva em termos eleitorais, isso poderá jogar a favor do PS?
OS: Eu acho que todas as zonas são decisivas. O Bom Sucesso, em termos históricos, tem alguma ligação à CDU. Mas a resposta que se impõe é que essas obras foram feitas com a reivindicação da CDU e muitas já estavam inclusive projectadas pelo anterior executivo comunista. Além disso não basta fazer obra. Nós até podemos fazer muita obra, com alguma grandiosidade, mas depois precisamos de manter o que fizemos. Os jardins foram todos feitos, no entanto a maioria deles estão vandalizados e a população não pode utilizá-los. Quanto ao futuro centro cultural, falta agora responder a uma questão: o que é que vamos lá fazer? Portanto há que dinamizar os novos espaços e continuar a resolver os problemas prementes que subsistem no Bom Sucesso.

Versão integral desta entrevista na edição impressa

Categorias:Alverca
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