
CONCELHO. A câmara de Vila Franca de Xira decidiu manter as taxas de IMI praticadas no ano anterior. Uma proposta de ligeira descida apresentada pela CDU foi rejeitada.
Jorge Talixa
Com votos favoráveis do PS e da coligação Novo Rumo (PSD/CDS-PP/PPM/MPT) e contra da CDU, a câmara de Vila Franca de Xira aprovou, na semana passada, as propostas do executivo de manutenção das taxas de IMI (Imposto sobre Imóveis) já aplicadas no ano anterior. Os vereadores comunistas insistiram numa ligeira redução das taxas de IMI, mas a presidente da edilidade vila-franquense sustentou que, num quadro económico difícil, a autarquia não pode prescindir destas receitas sob pena de comprometer algumas das obrigações que tem.
Maria da Luz Rosinha explicou que Vila Franca de Xira está entre os municípios que aplica uma taxa mais baixa de IMI aos prédios mais antigos e ainda não reavaliados (0, 67). No caso dos prédios já reavaliados, segundo a edil, Vila Franca, tem a par com Lisboa, as mais baixas taxas da Área Metropolitana de Lisboa (0, 35).
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CONCELHO. A câmara de Vila Franca de Xira vai manter as taxas de derrama e de IMI em 2011, mas a autarquia vila-franquense já está a sentir uma quebra de receitas pela desaceleração da actividade económica e pelas dificuldades que afectam as empresas.
Jorge Talixa
As receitas da câmara de Vila Franca de Xira registam uma quebra significativa em 2010 e levaram a autarquia a aprovar, na quarta-feira, uma revisão orçamental. Na mesma sessão camarária foi também aprovado o lançamento de uma derrama em 2011 e a manutenção das taxas de IMI (Imposto sobre Imóveis) aplicadas este ano. Segundo dados recolhidos pela edilidade junto do Ministério das Finanças, os lucros declarados pelas empresas com sede no concelho baixaram cerca de 60 milhões de euros em 2009, o que resultou numa redução significativa das receitas de derrama no ano em curso.
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SOCIEDADE. Os médicos contratados a empresas de prestação de serviços podem ser a solução para reabrir o Serviço de Atendimento Complementar na Póvoa. A directora do Agrupamento de Centros de Saúde, Marília Alves, anunciou a medida a uma delegação de deputados do PSD, liderados por Maria José Nogueira Pinto.
Mário Caritas
O Centro de Saúde da Póvoa de Santa Iria poderá retomar as consultas de atendimento complementar, entre as 20h00 e as 22h00, de segunda a sexta-feira, já a partir do início de Outubro. A informação foi prestada pela directora do Agrupamento de Centros de Saúde do Concelho de Vila Franca de Xira, Marília Alves, a responsáveis concelhios e nacionais do PSD, durante uma visita de um grupo parlamentar do principal partido da oposição aos centros/unidades de saúde deste município, realizada no passado dia 27.
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SOCIEDADE. Na cerimónia de abertura do ano lectivo do Colégio Álvaro Vidal, e entre discursos acerca da actualidade dos valores republicanos, foram entregues os diplomas aos alunos que se distinguiram no último ano. A Fundação CEBI quer agora alargar o ensino até ao secundário.
Mário Caritas
Com o mote do Centenário da Implantação da República, que será assinalado no próximo Feriado do 5 de Outubro, teve lugar, no passado dia 20, a tradicional cerimónia de abertura do novo ano lectivo escolar do Colégio José Álvaro Vidal da Fundação CEBI. O governador civil de Lisboa, António Galamba, natural desta freguesia, mostrou-se satisfeito com o regresso às origens e particularmente a uma casa que viu nascer e cujo crescimento tem acompanhado.
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SOCIEDADE. A Orquestra de Vialonga, criada com alunos do agrupamento de escolas da freguesia, voltou a estar em destaque, desta vez a encerrar um festival de carácter nacional que apela às boas práticas ao nível da sustentabilidade.
Mário Caritas
Foi com a actuação da Orquestra de Vialonga que encerrou, no passado dia 17, o Festival Greenfest’2010, que decorreu no Centro de Congressos do Estoril. Quase três dezenas de jovens músicos, oriundos do Agrupamento de Escolas de Vialonga (AEV), deram brilho ao desfecho de uma iniciativa que é já considerada o maior evento de sustentabilidade a nível nacional, celebrando o que de melhor se faz nas vertentes social, ambiental e económica. E os miúdos deram bem conta do recado, sob a batuta dos seus mestres, entre eles o professor Jónatas Ferreira que, no final, estava orgulhoso dos seus pupilos.
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DESTAQUE. O dia que mais recordam é o da partida. O momento que mais os marca é o da dura despedida. Normalmente escolhem a madrugada para dizer adeus ao sítio onde cresceram e viveram, de olhar cego pelas lágrimas, malas às costas, o desejo de voltar. A muitos mil quilómetros dali está a terra prometida. O “NA” foi ao encontro de uma família brasileira e de outra ucraniana, para tentar perceber como tem sido a adaptação aos novos usos e costumes.
Mário Caritas / Rita Sota
Igor Suvorov, de 36 anos, nascido no Cazaquistão mas de nacionalidade ucraniana, veio viver para o nosso país há nove anos. Conseguiu, com muito sacrifício, construir uma vida e trazer para Portugal os familiares que deixara na Ucrânia. “Lá, onde vivia, não tinha trabalho, vim para cá por questões económicas pois conheci uma pessoa que me disse que aqui se ganhava bem”.
Os primeiros tempos foram difíceis. “De manhã cedo, eu e outros estrangeiros ficávamos à beira da estrada em Lisboa, à espera que uma carrinha das obras parasse e escolhesse alguém para ir trabalhar nesse dia. Foi assim que consegui os meus primeiros trabalhos.” Depois continuou a laborar nas obras, mas através de empresas de trabalho temporário, e mais tarde empregou-se como operador de supermercado.
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ENTREVISTA. Adelino Esperança abandona este ano a presidência da Casa São Pedro de Alverca. Faz um balanço positivo dos 18 anos que esteve ligado a esta instituição particular de solidariedade social e fala de projectos concretizados. Quanto à sua saída, considera ser esta a melhor altura.
Rita Sota / Mário Caritas
“Notícias de Alverca”: Começou a sua carreira profissional ligado à contabilidade. Como é que surgiu depois a ligação à Casa São Pedro de Alverca?
Adelino Esperança: Sempre estive ligado à contabilidade nas Finanças. Mais tarde fui convidado a fazer parte dos órgãos sociais da Casa São Pedro, mas continuei ligado a essa actividade. Em 1992 fiquei com o cargo de secretário da direcção, onde tinha funções administrativas e de contabilidade. No triénio seguinte passei a vice-presidente e mais tarde assumi a presidência da direcção.
“NA”: Há 18 anos que faz parte dos corpos gerentes. Em que condições encontrou esta casa quando aqui chegou?
AE: Havia um projecto de construção de instalações que já vinha desde os anos 80 e que estava pronto a ser realizado. Este processo foi financiado por um programa da Segurança Social que disponibilizou, desde logo, a quantia para a realização das obras consideradas necessárias ao edifício. No passado, as casas que acolhiam os idosos (como esta) eram vistas como asilos. Entretanto esta instituição começou a ganhar outra dinâmica e foi crescendo ao longo dos anos. Temos actualmente 110 pessoas em valência de lar e já na altura se achava que era muita gente, então pensámos em criar cinco unidades funcionais, cada uma com 22 utentes. Cada unidade tem o seu quadro próprio de pessoal, o que origina uma maior ligação entre o idoso e a pessoa que o trata.
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SOCIEDADE. Responsáveis locais e municipais pretendem recolher 4.000 assinaturas, para entregar na Assembleia da República, a defender a construção da variante de Alverca nos terrenos da Força Aérea.
Mário Caritas
O executivo da Junta de Freguesia de Alverca vai enviar uma petição à Assembleia da República “em favor da circular urbana de Alverca”. Numa conferência de imprensa realizada na sede da autarquia local, que juntou o presidente da junta, Afonso Costa, o presidente da Assembleia de Freguesia, António Vargas, o vereador Alberto Mesquita, a presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Maria da Luz Rosinha, e o presidente da Assembleia Municipal, João Quítalo, os responsáveis quiseram dar conhecimento público da decisão de enviar um documento com o mínimo de 4.000 assinaturas a defender a construção da futura variante de Alverca a nascente da linha do caminho-de-ferro.
Recordamos que esse traçado, para o qual a edilidade já elaborou um estudo prévio, tem sido inviabilizado pela Força Aérea que não se mostra disponível para ceder terrenos por onde a referida via teria que passar. Mas os eleitos locais e municipais não desistem da sua intenção, até porque actualmente aquela hipótese se vislumbra como a que melhor serve os interesses da população. “Há que desfazer de uma vez por todas este impasse”, defendeu Afonso Costa. Maria da Luz Rosinha acrescenta que esta solução é a melhor “em termos ambientais, sociais e inclusive estéticos”. Isto em contraponto à possibilidade da futura via rodoviária passar do lado de cá da linha férrea, “com todo o ruído que iria produzir, com o facto de passar junto às escolas e obrigar à demolição de 14 fogos habitacionais”.
Os eleitos tencionam recolher as 4.000 assinaturas necessárias “até ao final do primeiro trimestre do próximo ano”. Na altura de entrega desta petição, a mesma será complementada com um documento onde estes reivindicam a abolição das portagens na A1 para veículos pesados entre Alverca e Vila Franca, “de forma a aliviar o interior da cidade de Alverca da circulação de pesados”.
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