Derrocada provocou evacuação do Centro de Saúde de Vialonga
REPORTAGEM. Um aluimento de terras na barreira junto ao Centro de Saúde de Vialonga levou à evacuação do edifício. A derrocada terá sido causada pela erosão do terreno devido à elevada precipitação que tem ocorrido. A estrutura do edifício não está ameaçada.
Paula Gadelha
Na manhã do passado dia 19, por volta das 10h30, registou-se uma derrocada na barreira situada junto ao Centro de Saúde de Vialonga. De imediato, foram alertados os bombeiros, a Protecção Civil Municipal e a GNR que acorreram prontamente ao local. Por precaução, a administração da Unidade de Saúde Familiar (USF) Villa Longa, a funcionar naquele edifício, deu ordem de evacuação. “O pessoal que se encontrava no edifício apercebeu-se de um estrondo e de um tremer semelhante a um tremor de terra, mais sentido na zona da USF que fica junto ao local da derrocada”, recorda Manuela Vítor, coordenadora da USF Villa Longa. “A evacuação da USF fez-se apenas por questões de segurança, até que houvesse uma avaliação dos estragos”, acrescenta.
A Protecção Civil terá feito, no momento, uma vistoria ao edifício, concluindo não existir perigo imediato para a estrutura. “Depois de verificadas e assinaladas as brechas abertas em várias zonas da USF, asseguraram-nos que poderíamos retomar as actividades porque estava mantida a segurança do local, pelo que foram retomadas as actividades normais a partir das 14 horas.”
A Protecção Civil está agora a realizar uma avaliação mais profunda da situação, para confirmar se a estrutura do edifício sofreu outros danos, para além das pequenas fendas já registadas. A derrocada resultou na queda de parte de um passeio, arrastando um veículo ligeiro de passageiros (pertencente a um médico da USF) que se encontrava ali estacionado. As causas do aluimento de terras ainda não foram apuradas, contudo tudo aponta para erosão do terreno, acelerada pela grande pluviosidade que se tem registado e alguma dificuldade de drenagem da zona. “A chuva foi arrastando as terras e amolecendo a base de sustentação do muro de suporte da barreira”, descreve José António, presidente da Junta de Freguesia de Vialonga, acrescentando: “Da informação que tenho, a estrutura do edifício não está em risco e o estremecimento que se sentiu aquando da derrocada verificou-se porque o muro de sustentação das terras estava fixo ao edifício.”
Para já, espera-se que a barreira continue a ceder. “Terá de ser construído um novo paredão para conter as terras; enquanto isso não acontecer, o terreno irá continuar a ceder, podendo chegar mesmo até à estrada”, prevê José António. A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira garante, por sua vez, que já foram tomadas medidas para prevenir a continuação do eventual deslizamento de terras. “Fizemos já alguns trabalhos de drenagem e cobrimos a zona para que a água da chuva não incida directamente no sítio onde ocorreu o deslizamento. É certo que esta é uma medida muito provisória, sendo que numa segunda fase terão de ser desenvolvidos trabalhos para conter o talude”, refere Alberto Mesquita, vice-presidente e responsável pelo departamento de planeamento, gestão e qualificação urbana.
Nesse sentido, a edilidade já contactou o proprietário dos terrenos com o fim de promover uma visita conjunta ao local para encontrar uma solução mais definitiva. “Trata-se de um lote de terreno para o qual está prevista construção, de acordo com o projecto de loteamento. Contudo, enquanto isso não acontecer, vamos procurar encontrar uma solução para conter as terras.”










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