Arquivo

Archive for Janeiro, 2010

Condutores alcoolizados e ilegais detidos

Cinco condutores foram detidos, quatro deles por condução sob influência de álcool e um por condução sem habilitação legal, na sequência de operações de trânsito levadas a cabo pela Divisão da PSP de Vila Franca de Xira, entre os dias 22 e 26 de Janeiro. Os quatro indivíduos apanhados alcoolizados, com idades entre os 25 e os 55 anos, foram interceptados em Alhandra e no Sobralinho, na noite de 22 para 23, cerca das 00h00, com taxas de alcoolemia situadas entre 1,33 e 2,23grs. Quanto ao sujeito que conduzia ilegalmente, este foi interceptado no bairro do Bom Sucesso, em Alverca, por volta das 21h00 do dia 24. Todos os visados eram de nacionalidade portuguesa. Estas detenções foram resultado de uma operação realizada no âmbito do Plano Nacional de Prevenção da PSP. Já no passado dia 18, também em Alverca, um indivíduo português de 34 anos, que conduzia ilegalmente, fora detido pela Esquadra de Intervenção e Fiscalização Policial.

Categories: Alverca

Antiga Budelpack dá a volta à crise

ENTREVISTA. Um antigo administrador holandês da Budelpack Alverca e dois portugueses com responsabilidades na empresa decidiram viabilizar a fábrica que labora na produção e distribuição de produtos de higiene pessoal e doméstica. Consolidar a posição no mercado, apostar numa carteira de clientes forte e racionalizar os custos são os grandes desígnios traçados por Janhein Pieterse, José Roque Pinho e António Sousa Marques, os três novos proprietários da agora Multiflow

Ana Filipa de Sousa

Notícias de Alverca – O que é que o levou a apostar na compra da Budelpack Alverca, juntamente com outros dois quadros da empresa?

Janhein Pieterse – Os motivos que nos levaram a arriscar na compra desta empresa foram diferentes para cada um de nós. No meu caso foi perceber que se tratava de uma boa oportunidade. Fui director da Budelpack há cinco anos, ocupei o cargo durante um ano e regressei à Holanda. Mantive-me sempre em contacto com Portugal, porque gosto do país e das pessoas. Gostei de trabalhar aqui e apercebi-me das capacidades desta empresa que está muito bem posicionada para o mercado espanhol e português. Ao vermos a Budelpack Internacional desaparecer percebemos que esta empresa é viável, dentro do grupo Budelpack era das empresas mais rentáveis, portanto percebemos que poderia ser uma boa oportunidade para nós, e uma boa forma de manter os nossos postos de trabalho. Mantivemo-nos em contacto e fizemos com que resultasse.

O contexto de crise em que se dá o relançamento da Budelpack não torna o processo ainda mais difícil?

Não, porque a questão tem de ser analisada de uma outra forma. Continuamos a ter o nosso maior cliente, a Colgate, com quem temos um bom contrato e neste sector de produtos de higiene e limpeza a crise não se sente ainda de forma muito profunda. Nesta indústria fomos menos afectados pela crise e pelas suas consequências, pode ter havido um abrandamento, mas os efeitos não se sentiram como noutros sectores.

Seis meses depois da aquisição, os primeiros resultados satisfazem?

Sim, os resultados são satisfatórios, até porque esta empresa sempre foi rentável e, do ponto de vista económico, o ano passado até se revelou um ano positivo … tivemos de usar grande parte do nosso orçamento para pagar as dívidas deixadas pela insolvência da Budelpack Holding, que tivemos de assumir com a compra da Budelpack Alverca, mas na generalidade os resultados satisfazem.

Foi preciso mudar muita coisa no funcionamento interno, como redução de trabalhadores, por exemplo?

Não, necessariamente. Teremos de ser muito precisos no número de pessoas ao serviço. As pessoas têm de ser realmente boas naquilo que fazem para conseguirem justificar aquilo que ganham e as condições gerais do seu contrato. Mas o grande desafio que temos pela frente é conseguir deixar de depender apenas de um cliente. Temos uma vantagem em relação às outras empresas do sector, que é o facto de estarmos muito bem localizados que nos dá uma grande facilidade em servir Portugal e Espanha, principalmente do ponto de vista dos transportes. Depois, tivemos de começar a apostar na melhoria da produtividade

E tem sido fácil captar novos clientes?

O mais difícil tem sido conseguir atrair novos clientes, mas porque isso representa sempre um longo processo. Nesta indústria, entre o contacto inicial e a celebração do negócio facilmente passa um ano. Desde Dezembro que estamos a trabalhar com um novo cliente, cujo processo de negociação demorou muito tempo, mais de cinco meses. Depois, o outro grande desafio que temos pela frente é o quebrar de algumas barreiras.

Como assim?

 As pessoas têm de interiorizar e entender que somos uma companhia nacional, que deixou de estar inserida num grande grupo e que vai ter de competir com todas essas companhias que em estão diferentes condições. É preciso assimilar que a realidade pode vir a ser diferente no futuro. Depois, temos também o grande desafio de reduzir custos gerais, com produção, transportes, empregados, e trabalhar de forma ainda mais eficiente porque isso faz toda a diferença no mercado. Nos últimos meses conseguimos reduzir em quase meio milhão negociando novos contractos de electricidade, telecomunicações, coisas que não afectam directamente as pessoas mas que são vitais para uma boa gestão da empresa.

Tem sido fácil passar a mensagem de que é preciso encarar a realidade de uma outra forma?

Não é fácil mostrar às pessoas que não estamos aqui para fazer lucros gigantescos, que só gostávamos de transformar esta empresa numa boa empresa que continuou a conseguir operar e onde toda a gente tem um salário razoável. Não estamos aqui para conseguir milhões de lucro num curto espaço de tempo, como desejaria um típico investidor que apostasse na compra da Budelpack.

O contracto com o vosso maior cliente, a Colgate, termina agora em Março. As negociações para a sua renovação estão no bom caminho?

Estamos muitos expectantes na renovação do contrato que vai ter de acontecer noutros termos do actual, em termos mais reduzidos, mas que para nós vai continuar a ser um bom contrato. As negociações ainda decorrem, mas estamos muito confiantes em que vamos conseguir segurar mais de cinquenta por cento do seu valor, que para nós é positivo. È perfeitamente compreensível que a Colgate queira transferir a produção de alguns produtos para outros locais onde têm já as suas próprias fábricas.

Sem a renovação deste contracto com a Colgate seria impossível relançar a empresa?

Seria certamente muito difícil. Ainda que já tenhamos um novo cliente na área dos produtos industriais e estejamos também a trabalhar em mais novos clientes estando, num dos casos, muito próxima a celebração do contrato. Trata-se de um cliente na área comercial ligado ao sector das grandes superfícies.

Perante este quadro, quais são as expectativas para este ano que agora começa?

Vai ser um ano de transição para uma outra estrutura e uma outra realidade, mas teremos um bom futuro se conseguirmos o que está estabelecido e está tudo encaminhado para que funcione. Este ano dependerá sempre de um conjunto de factores…se tudo correr como temos programado 2011 será o ano em que já estaremos em pleno, com um bom portfólio de clientes, um bom nível de produtividade que nos permita crescer e consolidar a nossa presença no mercado….

Leia a entrevista na íntegra na edição impressa do NA

Categories: Alverca

1 milhão para o Museu do Ar de Alverca

15/01/2010 1 comentário

LOCAL. A presidente da Câmara negociou com a Força Aérea um investimento superior a um milhão de euros para renovar e ampliar o pólo de Alverca do Museu do Ar.

Jorge Talixa / Mário Caritas

O pólo de Alverca do Museu do Ar vai beneficiar de investimentos de ampliação e renovação estimados em mais de um milhão de euros, no âmbito de um protocolo a celebrar entre a Força Aérea Portuguesa (FAP) e a Câmara de Vila Franca de Xira. O espaço museológico alverquense teve, durante 38 anos, o estatuto de sede do Museu do Ar que perdeu no passado dia 14 de Dezembro, com a inauguração na Base Aérea de Sintra do novo complexo principal do museu. Segundo a FAP, o Museu do Ar passará a ter uma filosofia de gestão polinucleada com sede em Sintra e pólos em Alverca e Ovar.

Este foi aliás um dos assuntos que dominou a última Assembleia de Freguesia de Alverca, onde foram aprovadas por unanimidade as moções/propostas apresentadas pelas bancadas do PS, CDU e Coligação “Novo Rumo” (PSD/PP) acerca do assunto. Nos três documentos evocava-se a preocupação dos eleitos pelo sucedido, dada “a importância deste legado histórico e a sua profunda ligação identitária ao concelho”.

Estes acrescentam que o pólo de Alverca, designado Museu do Ar de Alverca do Ribatejo, deverá ser devidamente dinamizado, nomeadamente que “não seja esvaziado do espólio que foi reunindo ao longo dos anos e mantenha as suas portas abertas de forma a poder continuar a ser visitado”. A CDU e o “Novo Rumo” vão ainda mais longe ao exigirem que a FAP repense esta decisão, “devendo garantir-se em Alverca as condições e os argumentos que a façam transferir novamente a sede do museu para esta cidade”.

O assunto foi igualmente debatido em sede de reunião pública do executivo camarário vila-franquense, onde a presidente anunciou o referido investimento, acrescentando que “a câmara se irá envolver também na gestão do museu”. Maria da Luz Rosinha lembrou que esta mudança da sede é um processo que “estava previsto há três décadas ou mais” e que a câmara tem mantido negociações com a FAP para manter e melhorar o espaço de Alverca. A edil admite que o pólo de Alverca encerre durante alguns dias em Janeiro para “ajustamentos” na exposição, mas afiança que o projecto de renovação do Museu do Ar de Alverca “resultará numa mais-valia para o conhecimento da história da aeronáutica e da sua ligação à cidade”.

A autarca adianta que alguns dos materiais expostos em Alverca irão para Sintra e outros farão o percurso inverso. “Ficaremos sempre a ganhar, na medida em que há uma rede de espaços expositivos da aeronáutica e, tal como sugerimos, deverá haver circulação de várias exposições entre eles. Ficamos todos com a possibilidade de aceder a outros conhecimentos que no passado não teríamos.”

Categories: Alverca

Mais uma vez, a culpa foi do Crós-Cós

15/01/2010 1 comentário

REPORTAGEM. O abatimento de uma das margens do Rio Crós-Cós foi a principal causa da cheia na rua da estação, ao início da manhã do passado dia 29 de Dezembro.

Mário Caritas

Habitantes e comerciantes da Avenida Infante D. Pedro, em Alverca, voltaram a ver a água da chuva invadir as suas casas. Ao início da manhã do passado dia 29 de Dezembro, na sequência da forte intempérie que se abateu sobre a região durante toda essa madrugada, o inevitável aconteceu: a rua da estação (como é mais conhecida) voltou a “meter” água e desta vez a principal causa terá residido na obra do Rio Crós-Cós que deixou uma das suas margens particularmente fragilizada (a margem direita, se estivermos virados de frente para a OGMA) que, por sua vez, cedeu à força da água e fez o leito do rio transbordar.

Recordamos que nas traseiras desta rua, junto à obra do futuro centro de formação desportiva do FC de Alverca, existe uma bacia de retenção que o clube foi obrigado a construir pelo município vila-franquense de forma a proteger aquele pequeno agregado populacional das cheias cíclicas que o afectam. A bacia tem como função reter as águas das chuvas e, ao mesmo tempo, enviá-las para o Rio Tejo através de três emissários subterrâneos ali existentes.

Entretanto está a decorrer a obra de limpeza, ampliação e remodelação do Rio Crós-Cós, uma empreitada de longa duração que vai custar ao município largos milhares de euros e que visa proteger toda a cidade da chamada “cheia centenária” (como aquela que aconteceu em 1967). A referida linha de água passa, já no final do seu percurso, junto ao futuro centro de formação do FCA e à bacia de retenção e, de acordo com testemunhas locais, a principal causa da cheia terá residido precisamente no facto da referida margem do rio, após ter sido “esventrada” pelas máquinas, “ter cedido à pressão da água e transbordado”.

“Se não existisse a bacia de retenção, para onde a água do rio foi depois encaminhada, as consequências para a rua da estação teriam sido bem piores, teria sido muito complicado face ao elevado caudal que provinha do rio”, afirma, peremptório, Alberto Fernandes, comandante dos bombeiros voluntários desta cidade, para quem esta situação de cheia “não muito grave, dado que a água subiu no máximo cerca de 30 centímetros”, terá resultado da conjugação “da água da chuva oriunda da parte alta da cidade com a que transbordou do Crós-Cós para a bacia e que, após encher por completo a bacia de retenção, transbordou para a rua da estação”.

Isilda Moço, moradora, mostra-se, no entanto, revoltada com o alegado “mau” funcionamento da bacia de retenção na tarefa a escoar a água que acumula. “Naquele dia, ao invés da água da chuva ter sido enviada para o Tejo, acabou por sair para a rua da estação, uma vez que os emissários que ligam a bacia ao Tejo estavam entupidos; logo a bacia, ao invés de receber a água oriunda da rua, acabou por enviar ainda mais água para a rua já parcialmente inundada. Penso que a água atingiu o meio metro de altura.” Esta adverte ainda que a bacia de retenção, “por se encontrar a um nível mais elevado do que a rua, só começa a receber a água oriunda da rua da estação quando já subiu quase meio metro”.

Desta forma, quando passavam poucos minutos das 07h00, na sequência de uma forte “tromba” de água que caiu, voltaram os velhos rituais: a água a subir o suficiente para invadir casas e estabelecimentos comerciais, e os seus donos a tentarem minimizar os prejuízos com recurso a todo o tipo de métodos. A situação só ficou resolvida depois das 11h00 e o que valeu foram os colectores pluviais da rua que absorveram a água e enviaram-na para o Tejo.

Isilda Moço alega que a obra do Crós-Cós está mal feita. “O que sustém as margens dos rios são as raízes das canas que os cercam, são os canaviais existentes nas margens que lhes dão consistência, ou seja, fazem aquilo que o betão faz artificialmente. Se se arrancarem apenas as ramas das canas, os rios ficam limpos e bonitos; mas se mexerem nas margens, limpando as raízes das canas – que foi o que aconteceu –, naturalmente que estas ficam fragilizadas.” Por isso, em seu entender, “a obra devia ter sido começada ao contrário, ou seja, primeiro faziam a margem em betão, faziam um muro de sustentação, e só depois é que alargavam a margem natural do rio. Não cabe na cabeça de ninguém colocarem ali lama e pedras, pois a lama cede e as pedras não tapam a água – fazem barreira, mas não são solução”.

O comandante Alberto Fernandes partilha em parte desta opinião. “Naturalmente que a margem do rio estava fragilizada, pois as raízes das canas conferem-lhe resistência. Talvez os responsáveis da obra tenham tomado cautelas tendo em conta uma situação climatérica normal, mas o que não contavam certamente era com situações climatéricas tão adversas como as que se verificaram nos últimos dias do ano transacto”.

Categories: Alverca

De partida para a América

ENTREVISTA. Pároco de Alverca nos últimos 13 anos, José Maria Cortes deixará esta função no próximo mês de Abril, indo para o seu lugar o padre Luís Miguel. A 1 de Maio, o mentor da Igreja dos Pastorinhos estará presente na cerimónia do quinto aniversário desta obra e depois partirá para uma nova missão: ser pároco na cidade de Washington, nos EUA.

Mário Caritas

“Notícias de Alverca”: No próximo dia 1 de Maio despede-se de Alverca rumo a outra realidade. Sai com o sentimento do dever cumprido?

José Maria Cortes: Absolutamente. A nós, sacerdotes, são-nos confiadas missões. Eu fui enviado para Alverca há quase 13 anos e, durante este tempo, tentei fazer o melhor que pude e que soube ao serviço desta comunidade.

“NA”: Conseguiu aproximar mais esta comunidade da Igreja?

JMC: Sim, isso é um facto. Hoje em dia temos 600 crianças e jovens a frequentar a catequese; a somar aos praticantes que vêm à missa, temos cerca de 2.000 pessoas que passam pela igreja e pelo centro paroquial aos fins-de-semana. Portanto, triplicámos o número de fiéis. Eu recordo-me que quando cheguei a Alverca, em 1997, era ainda muito novo, tinha apenas 26 anos, mas tive desde logo a percepção que era preciso preparar esta paróquia para o século XXI.

“NA”: Mas não pensou logo em construir uma nova igreja?

JMC: A última coisa que queria era construir esta igreja. Mas, assim que cá cheguei e falei com o meu antecessor, ele próprio foi mostrar-me os terrenos que estavam previstos para a construção de novas igrejas em Alverca e no Sobralinho. Eram terrenos cedidos em direito de superfície, logo havia uma certa urgência em fazer algo pois os terrenos cedidos em direito de superfície têm um prazo de utilização por parte da entidade que os recebe. Depois, nos dias que se seguiram à minha tomada de posse, foram vários os paroquianos que vieram falar comigo, alertando-me para a importância da nova igreja. Eu digo com toda a franqueza que, na altura, a última coisa que queria era envolver-me numa obra dessa natureza; mas percebi que era uma necessidade porque a Igreja de S. Pedro já não conseguia dar resposta ao crescimento da comunidade. Portanto, lançámo-nos na aventura de entrar no novo milénio com um objectivo bem grandioso.

“NA”: Qual é o montante da actual dívida ao banco?

JMC: Ultrapassa os três milhões de euros.

“NA”: Numa missiva que leu recentemente aos fiéis, aquando do anúncio da sua saída, disse que esta paróquia “está a caminho da estabilização financeira pois existe um plano para a resolução dos encargos”. Em que consiste esse plano?

JMC: É um plano que foi montando com a ajuda de um “conselho estratégico”, composto por cinco pessoas, todos eles com experiência profissional na área financeira e de marketing. Tem duas linhas de acção: por um lado, a contenção das despesas e, por outro, o crescimento das receitas. E o crescimento das receitas tem a ver com algo inovador que em Portugal ainda não se faz muito, mas que noutros países é prática corrente, que é a recolha de fundos de uma forma mais profissionalizada. Há mais de um ano que estamos a trabalhar nesse sentido e a obter bons resultados, não só em Alverca mas também no resto do país e no estrangeiro, e esse plano permitir-nos-á amortizar substancialmente a dívida.

“NA”: Que ficará totalmente saldada daqui a quantos anos?

JMC: Depende. Talvez nos próximos 10 anos a dívida fique resolvida.

“NA”: O que é que sentiu quando disse aos fiéis que estava de partida? Emocionou-se?

JMC: É muito emocionante! Após 13 anos, faz tremer um bocado. Em 13 anos vi muita gente nascer, viver e morrer; criei muitos laços! Na altura havia bebés que agora são adolescentes, havia jovens que entretanto constituíram família e falar com todas estas pessoas é um bocado emocionante. Mas é também o momento de afirmar qual é a minha vocação e a minha missão – esta passou por Alverca mas é maior do que Alverca, ou seja, é o mundo, nós somos enviados para o mundo e isso é também muito emocionante.

Categories: Alverca

A nova vida dos corredores

15/01/2010 1 comentário


DESPORTO.
Após vários anos com o emblema do FCA ao peito, técnicos e atletas abraçaram um novo projecto, em Arruda dos Vinhos. Mas a ideia é regressarem em breve a Alverca para passarem a representar a futura secção de atletismo da UJA.

Mário Caritas

No final da época transacta, os técnicos e atletas que representavam a secção de atletismo do FC de Alverca abandonaram aquele projecto, que haviam iniciado há cerca de sete anos, para passarem a representar o Clube Recreativo e Desportivo Arrudense (CRDA), em Arruda dos Vinhos. No futuro, o objectivo passa por “partir” esse grupo, constituído por cerca de 100 elementos, em dois: parte deles continuarão a representar o CRDA, enquanto a outra parte dará corpo à futura secção de atletismo da União Juventude de Alverca (UJA).

Alexandre Monteiro, responsável máximo pelo projecto, refere que a estrutura que transitou do FCA foi inclusive “reforçada”. Satisfeito pelos bons resultados entretanto obtidos já com um novo emblema ao peito, este não esquece, no entanto, que muitos atletas residem em Alverca, logo há que encontrar rapidamente uma fórmula para os fixar nesta cidade. “É lógico que o interesse é criarmos uma base para que eles possam voltar a representar um clube de Alverca, neste caso a UJA.” No entanto, ainda não foram ultrapassadas todas as questões burocráticas para que tal aconteça. “Provavelmente só na próxima temporada, que arranca em Setembro, é que os corredores poderão representar a UJA.”

Em relação à saída do FCA, Alexandre Monteiro refere que houve fortes razões para que tal acontecesse, mas não particulariza. “Um projecto de sete anos não se abandona se não tivéssemos fortes razões. Conquistámos mais de 250 troféus para o Alverca, o FCA em atletismo não era nada e ao fim do sexto ano era já uma equipa respeitada por todos e que lutava sempre pelos primeiros lugares. Posso dizer que com esta fusão entre os atletas que já tínhamos no Arrudense e os que vieram de Alverca criámos uma super-equipa que, em oito provas consecutivas, obteve outros tantos triunfos colectivos.”

Actualmente os responsáveis dinamizam escalões desde os bambies até aos veteranos 4, ou seja, “temos praticantes desde os quatro até aos 60 anos de idade e a nossa grande aposta para este ano, além de já termos conquistado o campeonato regional de corta-mato em iniciados, vai ser no campeonato regional de corta-mato em juvenis, juniores e até mesmo seniores (absolutos); outra aposta para 2010 é conseguir meter sete veteranos do Arrudense no campeonato da Europa da categoria, que se disputa em Julho, na Hungria: quatro deles estão muito bem encaminhados e outros três fortemente motivados para representarem a selecção nacional.”

Categories: Alverca

Tenham vergonha!

15/01/2010 1 comentário

Correio do Leitor

Estamos numa época em que ter um cão é moda, o que é inquestionável. Já questionável é o modo como alguns donos de cães agridem os espaços públicos da nossa cidade. Será legítimo que se leve diariamente, de manhã e à tarde, um cão para zonas verdes que deveriam ser de lazer para as nossas crianças e que mais não são do que depósitos de dejectos dos canídeos?
É vê-los a conspurcar o jardim, as zonas verdes, a emporcalhar os passeios, os pneus dos automóveis e os donos mais ufanos que os próprios bichos! Como reagiria esta gente se fossem funcionários da Junta de Freguesia e se tivessem de se confrontar nos seus trabalhos diários de limpeza com estes dejectos? E se participassem numa sessão fotográfica de um casamento ou baptizado no jardim e pisassem os ditos cujos? E se uma criança sua familiar, ao brincar ou rebolar numa zona verde, se sujasse?

Têm havido acções de sensibilização para combater este flagelo, mas este tipo de pessoas é insensível a estas acções, tornando-se até agressivas a chamadas de atenção, mostrando pois uma grande falta de civismo!
O que mais aflige é a passividade e a resignação perante estes atentados à saúde pública. A todos os que gostam de viver numa cidade limpa e verde, digo: vamos combater essa gente dizendo-lhes “tenham vergonha”!

Fernando Moreira

Categories: Alverca

“Os Tretas” levaram a Taça

Futsal amador para todos os gostos é o que está prometido na terceira época consecutiva promovida pelo “Futsal Dinâmico”, em Alverca, cujo arranque teve lugar no segundo fim-de-semana de Janeiro. Face ao elevado número de equipas participantes (29), haverá lugar à realização de três ligas – Superliga, Liga de Honra e Liga B – e à disputa da Taça entre todos os 29 emblemas inscritos nos três campeonatos.

Em relação à última temporada, que terminou no dia 19 de Dezembro, a equipa “Os Tretas” (na foto) ganhou a Taça, batendo “Os Jolas” na final, tendo “Os Tretas” sido também os vencedores da Superliga, ao passo que a Remax Vantagem foi primeira classificada na Liga de Honra.

MC

Categories: Alverca
Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 38 outros seguidores