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Basquetebol da CEBI abre-se ao exterior

DESPORTO. Três técnicos de créditos firmados dinamizam as classes de basquetebol da Fundação CEBI, em Alverca. Os objectivos passam por aumentar o número de praticantes.

Mário Caritas

Começaram pelo mini-basquet mas evoluíram para outros escalões etários. As classes de basquetebol da Fundação CEBI, em Alverca, começam agora a dar cartas nas categorias de sub-14, sub-16 e sub-18 anos. Ivo Crispim é o actual treinador dos sub-16 e mostra-se confiante. “Estes miúdos já jogam juntos há algum tempo e formam um bom grupo. Outra vantagem é que são quase todos de primeiro ano neste escalão, o que lhes dá margem de progressão.”

Esta equipa compete actualmente na fase distrital do respectivo campeonato, tal como os sub-14 e sub-18, e, embora seja pouco provável que consigam apurar-se para a fase nacional devido à valia de alguns dos adversários, prometem acesa competição. “Os resultados têm sido animadores. A nossa maior dificuldade é ter ainda poucos jovens a praticar a modalidade; temos um grupo restrito, com boa capacidade, mas depois falta um ou outro jogador para completar o leque.”

Ivo é também seleccionador nacional de basquetebol na área da deficiência intelectual, fazendo parte do quadro do chamado Special Olimpics que, por sua vez, está inserido no Comité Olímpico Internacional. “A nível do jogo e do trabalho, não há grandes diferenças para o basquetebol dito normal, ensina-se da mesma maneira, apenas a evolução dos jogadores e do jogo em si é mais lenta quando se fala em atletas portadores de deficiência.”

“Temos que aumentar os praticantes”

Também com funções de seleccionador, neste caso da selecção nacional sénior da Guiné-Bissau, Rui Ferrage foi o fundador da modalidade na CEBI, sendo actualmente o responsável pelo mini-basquet e pela equipa de sub-18 (juniores B). “Estou aqui há 10 anos. Fui eu que fundei a modalidade na CEBI. Na altura tinha chegado da Guiné, como refugiado de guerra, entretanto fixei residência em Alverca por ter aqui familiares próximos e acabei por ficar. Como na Guiné já me dedicava ao basquetebol, apresentei um projecto e arranquei com a modalidade.”

Ferrage acredita que esta secção pode crescer ainda mais, de forma gradual, deixando de estar limitada aos alunos da CEBI. “Este é um projecto-piloto, vamos ver como corre pois estamos também a receber jovens de fora da CEBI, sobretudo no escalão de sub-18 onde o plantel é ainda algo reduzido; até agora as coisas têm estado a correr bem dentro daquilo que traçámos, o importante para já é assegurar a continuidade do grupo e acrescentar novos jogadores para conseguirmos gerar mais-valias.”

Quanto à eventual criação de um escalão sénior, “tudo depende da forma como correr com os juniores B; não sei se no futuro os indicadores serão para prosseguirmos até aos seniores ou para terminarmos nos sub-16 e depois deixarmos os jogadores saírem para os clubes vizinhos. De momento a nossa grande preocupação é alargar o mini-basquet e isso passa necessariamente pelo aumento de praticantes: ou criamos um incentivo em termos das mensalidades ou alargamos também o mini-basquet a jovens de outras escolas, tal como já acontece nos sub-16 e sub-18”.

Seniores para já não

Referir ainda que o técnico Nuno Oliveira é o responsável pela equipa de sub-14, acumulando essa função com a de treinador da selecção da Associação de Basquetebol de Lisboa no escalão de sub-13. João Leote é o coordenador do basquetebol na Fundação CEBI. “Queremos chegar o mais longe possível nos campeonatos distritais, até porque temos atletas já com alguns anos de basquetebol a nível federado”, afirma.

Quanto à preocupação em trazer técnicos de reconhecidos méritos para a CEBI, a explicação é que só assim se podem formar bons valores. “O trabalho de formação de jovens é o mais importante de todos, logo é fundamental haver bons técnicos nessa área.” Este trabalho poderá trazer ainda mais frutos com a eventual criação de uma equipa sénior, mas não no imediato. “Para já não, vamos aguardar os resultados alcançados pelos juniores B. Mas claro que o ideal seria formar jogadores para ficarem aqui e não para depois irem para outros clubes.”

João Leote agradece todo o apoio dos pais dos atletas para que esta secção funcione. “Eles são o nosso braço direito e ajudam-nos em tudo. Sem eles, não conseguiríamos ter toda esta dinâmica.”

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