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Archive for Outubro, 2009

PS deu liderança da assembleia ao PSD/PP

30/10/2009 4 comentários

Mesa

Afonso Costa foi reempossado esta quinta-feira, dia 29, no cargo de presidente da Junta de Freguesia de Alverca. O auditório da SFRA quase encheu para assistir à tomada de posse dos novos órgãos autárquicos locais para o próximo mandato. Patrício Miguel, Maria Manuela Santos, José Carlos Dias, Gertrudes Matos, José Manuel Pascoalinho e Manuel Lourenço serão os restantes membros do novo executivo. A maioria relativa socialista entendeu ainda dar a presidência da assembleia à Coligação “Novo Rumo” (PSD/PP), na pessoa de António Vargas, tendo esta sido a terceira força política mais votada nas autárquicas de 11 de Outubro, atrás do PS e da CDU. Os comunistas votaram contra a composição quer do executivo da Junta, quer da mesa da assembleia, entendendo que “são reveladores de falta de espírito democrático; deveriam ter-nos consultado, pois fomos a segunda força política mais votada, mas em nenhum momento fomos abordados”. Já Afonso Costa explicou que deu a liderança da mesa ao PSD/PP numa “linha de continuidade com o mandato anterior”.

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Órgãos autárquicos de Alverca tomam hoje posse

Tomam posse esta quinta-feira, dia 29, os novos órgãos da Assembleia de Freguesia de Alverca, resultantes das Eleições Autárquicas de 11 de Outubro. Recordamos que o PS venceu, com maioria relativa, assumindo o socialista Afonso Costa a liderança do executivo, pelo segundo mandato consecutivo. A presidência da mesa da assembleia deverá ser entregue à CDU (segunda força política mais votada) ou à Coligação “Novo Rumo” (PSD/PP), terceira força. A cerimónia está marcada para as 21h00, na Sociedade Filarmónica Recreio Alverquense.

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Alverca recebeu abertura do Xira’2010

DESPORTO. Na cerimónia de abertura dos Encontros Desportivos Concelhios, personalidades ligadas ao desporto falaram “liderança”.

Mesa

Mário Caritas

“Aprender liderança” foi o tema do colóquio, organizado pela UALD – Universo de Actividades Lúdico-Desportivas, que deu o mote para a apresentação da 20.ª edição dos Encontros Desportivos Concelhios de Vila Franca de Xira – Xira’2010. A iniciativa, realizada no passado dia 26, no Fórum Cultural da Chasa, em Alverca, contou com as presenças de três oradores: Carlos Gonçalves (técnico profissional de basquetebol, com uma larga experiência na modalidade), Daúto Faquirá (treinador profissional de futebol) e Mário Caetano (neuro-estratega). O fair-play é o tema central desta edição dos jogos, que decorrem desde Outubro de 2009 até Junho de 2010.

Aos atletas, técnicos e dirigentes presentes, em representação de vários clubes e modalidades, foram distribuídos três folhetos: “compromisso do praticante/mensagem aos pais”, “código de conduta do treinador de jovens” e “dirigente”. Todos assinaram também um “cheque fair-play”. Recordamos que as modalidades em compita, destinadas sobretudo ao escalão infanto-juvenil, serão: basquetebol, futebol, futsal, natação e voleibol. Haverá ainda um “dia da modalidade”, aberto a qualquer desporto e a qualquer emblema, devendo as candidaturas ser apresentadas até 45 dias antes da realização do evento.

Nesta sessão, a temática da liderança começou por ser abordada pelo experiente técnico Daúto Faquirá. Dando exemplos concretos da sua vivência como treinador nas equipas de futebol por onde já passou, este procurou explicar o que é ser um líder, quer num balneário, quer numa empresa. Mário Caetano falou, por sua vez, em auto-conhecimento e valorização pessoal com vista a atingir objectivos concretos. Este coach desportivo de atletas olímpicos deu, através de exemplos, uma imagem de como trabalhar as competências de cada um com vista a atingir o melhor rendimento possível. Por fim, o experiente técnico Carlos Gonçalves deixou um alerta: vitória e derrota não se devem confundir com sucesso e insucesso. “Há que sensibilizar os mais novos (e os pais) que temos é que ser campeões na vida, pois na competição há apenas um campeão. Mas – atenção – treinamos para ganhar (nunca para perder) e treinamos para nos superar!”

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Trabalhadores contestam política de rescisões da OGMA

Concentração

DESTAQUE. 29 trabalhadores da OGMA foram mandados para casa, a receber o ordenado por inteiro, entre os 70 que já foram convidados a sair por mútuo acordo. A administração sustenta que não tem alternativa.

Mário Caritas

70 trabalhadores da OGMA foram convidados, desde Maio, a rescindir por mútuo acordo os contratos efectivos de trabalho. Entretanto, 29 destes funcionários foram intimados pela administração a ficar em casa, a maioria desde o início de Outubro, continuando, no entanto, a receber o salário por inteiro. O STEFFAS’s – Sindicato dos Trabalhadores Civis das Forças Armadas, Estabelecimentos Fabris e Empresas de Defesa entende esta medida como “uma forma de pressão insustentável” e realizou, no passado dia 23 de Outubro, uma conferência de imprensa, junto ao portão principal da empresa, “com o objectivo de denunciar as atrocidades que têm sido cometidas pela administração da Embraer (accionista maioritária da OGMA), em nome de uma propalada reestruturação à custa dos postos dos trabalhadores”.

Renato Faria trabalha na OGMA há 13 anos, na secção de chaparia. Foi um dos trabalhadores mandados para casa, há cerca de duas semanas, após não ter aceite a rescisão “amigável”. Aos jornalistas, este mostrou o seu desagrado. “A administração comunicou-me, por carta, que o meu posto de trabalho havia sido extinto e que iria ficar em casa a receber o salário por inteiro. Mas trabalho é o que não falta aqui!” Outro trabalhador (que não se quis identificar) conta que há 36 anos que trabalha na OGMA como electricista e recentemente foi mudado para a secção de chaparia. “Isso é uma forma de pressão para a pessoa se ir abaixo, mas não irei ceder.”

Nessa mesma tarde, Eduardo Bonini, CEO da Embraer, negou aos jornalistas a existência de “pressões” sobre os trabalhadores, reiterando que a única preocupação é assegurar a viabilidade da OGMA. “Em Abril iniciámos um processo de readequação da empresa face aos negócios que temos em carteira. Nesse sentido, decidimos propor a alguns trabalhadores a rescisão por mútuo acordo, para perceber se conseguíamos adequar a actual situação de diminuição do volume de trabalho à quantidade de trabalhadores que temos. Em Outubro, devido a uma redução significativa do número de encomendas, chegámos a um ponto em que manter trabalhadores iria duplicar os nossos custos.”

Bonini sustenta estas medidas drásticas com a crise que afecta o sector aeronáutico. “A empresa tem que tomar uma atitude enquanto o mercado não recuperar, mas não temos uma bola de cristal para saber quando se dará essa recuperação: esperávamos que acontecesse em 2011 mas já está a derrapar para 2012. Estamos a transferir pessoas para sectores onde temos ocupação para elas, pois o que não podemos é ter trabalhadores dentro da empresa sem ocupação, aumentando os custos reais do negócio e destruindo as margens de lucro. No fundo, trata-se de adequar a mão-de-obra à realidade do trabalho existente, evitando assim um cenário de despedimento colectivo.”

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Alverquenses reclamam compromissos sobre a circular urbana

LOCAL. A comissão de moradores para a construção da variante de Alverca reclamou compromissos mais precisos sobre a obra. O executivo camarário vila-franquense garante que está apostado numa solução que passe entre a linha-férrea e o rio

Jorge Talixa

Membros da comissão de moradores para a construção da variante de Alverca participaram na última sessão camarária de Vila Franca de Xira, manifestando o seu descontentamento pela falta de informação e pelo impasse que rodeia o projecto. Maria da Luz Rosinha, presidente da edilidade, garantiu que para a câmara está assente que o traçado deverá passar a nascente da linha-férrea, mas que falta obter a concordância de algumas entidades.

Luísa Vaz, porta-voz da comissão, explicou que os moradores pretendem “manifestar o seu descontentamento pela forma como a câmara tem conduzido o processo da variante de Alverca”, afirmando que a presidente da câmara se terá comprometido a resolver o assunto até final de 2008, mas que “o tempo vai passando e nada se resolveu” e que o facto de Governo e câmara terem a mesma cor até podia ter ajudado à resolução do problema. “Preocupa-nos que no PDM vá este traçado pelo lado poente, que achamos uma solução péssima, pelo impacto ambiental na cidade e nas pessoas que moram na zona da estação. Queremos que a presidente assuma um compromisso para o futuro em relação ao traçado”, observou Luísa Vaz na reunião realizada no Sobralinho.

“A variante de Alverca é uma coisa que se arrasta há anos. Esperámos até à última reunião de câmara deste mandato para sermos informados do ponto de situação”, acrescentou João Rodrigues, outro membro da comissão, referindo que estão todos “convencidos” de que a variante de Vila Franca de Xira acabará por ficar pronta antes da de Alverca. O morador de Alverca disse acreditar que Maria da Luz Rosinha tenha feito diligências para a construção de nós de acesso à Auto-estrada do Norte nos Caniços e no Sobralinho, mas sublinhou que estes processos já deviam ter avançado mais.

Maria da Luz Rosinha afiançou que “a câmara, no seu todo, já assumiu qual é a alternativa” para o traçado da circular urbana de Alverca e “pela qual deve pugnar, é a nascente e este assunto está assumido para nós”, sustentou. “Falámos com o Estado-Maior da Força Aérea, com a Direcção-Geral de Infra-estruturas, com a Ogma. Não é nada fácil. Para nós é a nascente. Como vamos conseguir ultrapassar as dificuldades é o que nos falta saber”, referiu, considerando que o protocolo agora estabelecido com o Instituto de Infra-estruturas Rodoviárias, a Brisa e a Estradas de Portugal para estudar o nó do Sobralinho e a sua articulação com a circular poderá ser decisivo.

Sobre os nós, a presidente da câmara explicou que a Brisa tem alegado que seria “deveras arriscado” construir um nó nos Caniços “devido à descida de Vialonga e às questões de segurança”. Já o nó do Sobralinho vai ser estudado no âmbito deste protocolo e a edil garante que a câmara não vai desistir da questão dos Caniços, embora a Estradas de Portugal tenha dado parecer negativo à construção de um nó nos Caniços e favorável no Sobralinho.

Categories: Alverca

Retrato da “geração legalmente feminina”

ENTREVISTA. Rosália Amorim, jornalista, lançou recentemente o livro: “O homem certo para gerir uma empresa é uma mulher”.

Rosália Amorim - Homem é "tubarão", mulher é "golfinho"

Rosália Amorim - Homem é "tubarão", mulher é "golfinho"

Nuno Lopes / Mário Caritas

“Notícias de Alverca”: Que objectivo teve ao escrever este livro?
Rosália Amorim:
O objectivo foi partilhar vivências e experiências que pudessem inspirar outras mulheres que querem lutar por um cargo de executivo e que trabalham para chegar ao topo. Já conhecia muitas destas executivas há mais de 10 anos, quando comecei a trabalhar para a revista “Exame”, e fui percebendo as dificuldades que tinham; fui também apreendendo as suas lições de vida e aplicando-as, inconscientemente, com a minha família e com a minha carreira.

“NA”: Aliás, não sendo uma executiva, a Rosália ocupa um cargo de topo dentro da sua profissão, o jornalismo.
RA: Sim, tenho um trabalho de editora que me exige coordenar uma equipa. Mas, voltando ao livro, foi interessante perceber sobretudo as diferenças de métodos de gestão entre os homens e as mulheres: um executivo homem é muito mais pragmático, mais terra-a-terra, mais “duro” – como digo no livro, o homem é um “tubarão” e a mulher um “golfinho”, porque a mulher é muito comunicativa e dessa forma consegue unir uma equipa para atingir determinados objectivos, pôr uma equipa a correr para o mesmo fim; não quer dizer que o homem não consiga mas utiliza métodos diferentes.

“NA”: Mas as mulheres não procuram mimetizar certos comportamentos masculinos?
RA: Sim, há a tentação do mimetismo, mas acho que já houve mais. Hoje em dia chamo a estas mulheres executivas a “geração legalmente feminina” porque já não têm aquele ar que tinha a Carla Fiorina, ex-número um da HP, que vestia fato cinzento, usava cabelo curto à homem e era dura nos seus discursos, era quase intratável e odiada pelas suas equipas. Mas esse mimetismo existiu e se calhar foi natural que existisse, para que a mulher conseguisse estar a par e passo com o homem, se calhar foi útil em determinada fase… Hoje em dia acho que a mulher, a pouco e pouco, vai-se soltando dessas amarras e isso faz parte da sua maturidade enquanto mulher: actualmente as executivas já usam pulseiras, brincos, saia, claro que continuam a vestir casaco de executivo mas não deixam de ser mulheres, de ser mães e não deixam de dizer que gostam de ir às compras ou ao ginásio.

Homem é “tubarão” e a mulher “golfinho”

“NA”: Portugal tem uma das médias mais baixas da União Europeia no que diz respeito aos cargos executivos no feminino, mas 59% da força laboral nacional provém das mulheres. Falta em Portugal o desejo de ser líder entre as mulheres?
RA: Isso tem também a ver com questões culturais. Em Portugal, cultural e historicamente, a mulher sempre teve menos acesso à educação. E portanto aquelas mulheres que hoje estão numa idade mais avançada faziam a 4.ª classe e iam trabalhar. As que figuram neste livro são uma excepção!

“NA”: Mas as mulheres deste livro são maioritariamente oriundas de famílias abastadas ou algumas vieram do nada?
RA: Do nada, não… Algumas são oriundas de famílias ricas, de famílias com nomes conhecidos; mas há outras que são, pura e simplesmente, oriundas de uma burguesia citadina em que os pais as puseram a estudar, em muitos casos indicando-lhes literalmente o curso que haveriam de seguir; como diz a Ana Maria Fernandes (CEO da EDP Renováveis): “O meu pai queria que eu fosse para Economia, não queria que eu seguisse Direito.” Mas, respondendo à questão anterior, tradicionalmente havia o problema das mulheres não terem acesso aos estudos, não tinham sequer direito ao voto quanto mais a estudar na faculdade, portanto algumas mulheres deste livro são excepções entre as mulheres da sua época. A partir do momento em que têm acesso aos estudos, as mulheres começam a ter ambição e querem chegar ao topo, já não querem só ficar em casa com os filhos por muito que isso as realize.

“NA”: A maternidade é uma das barreiras para a mulher não chegar ao topo?
RA: Sim. Com um bebé em casa, nos primeiros tempos, a mulher pensa muitas vezes: “Eu devia era ficar em casa, porque é que vou voltar ao trabalho? Isto é muito mais importante do que tudo na vida…” Mas conforme as crianças vão crescendo e ficando autónomas, nós percebemos que temos de pensar em nós próprias, no que queremos alcançar e nos nossos sonhos. Portanto penso que é possível conciliar as duas coisas.

“NA”: No seu livro fala nos chamados “tectos de vidro” com que uma mulher se depara para atingir o topo de uma empresa/organização. Que “tectos de vidro” são esses?
RA: Por exemplo, para o actual presidente dos EUA, Barak Obama, o principal “tecto de vidro” era a cor da pele; aliás os próprios analistas políticos diziam que era um “tecto de vidro” inultrapassável. E foi ultrapassado!

“NA”: Existe algum padrão comum às 25 mulheres que figuram neste livro?
RA: Há duas coisas que vale a pena referir: de todas só duas não tiveram filhos e só uma não casou. As restantes têm vidas normais, são pessoas normais, casadas e com filhos. Logo é possível ser-se mulher, ser uma pessoa normal e ter um cargo de executivo. Agora, que os “tectos de vidro” existem, existem. A maternidade é normalmente penalizadora para as mulheres e acaba por empatar a sua ascensão. Depois há muitos homens que continuam a ver a mulher como uma óptima formiguinha trabalhadora, uma boa chefe intermédia, mas não para ocupar um cargo de topo. Os próprios recrutadores ou caça-talentos pensam primeiro num homem, e porquê? Porque tem disponibilidade total! Eu pergunto-me se o homem também não é pai? Porque é que os homens têm disponibilidade total e as mulheres não? Isto é um “tecto de vidro” terrível de quebrar.

“NA”: Entre estas 25 mulheres, qual foi a história que mais a impressionou?
RA: Há uma que me marcou bastante, acho que é uma mulher admirável – a Esmeralda Dourado, que trabalhou na Covina nos anos 70 e, como ela diz, “passei ali uns maus momentos”, com homens da extrema-esquerda que a questionavam e que faziam testes terríveis para testar a sua competência, para provar que ela não podia coordená-los. Mas aguentou-se, fez-lhes frente, não desistiu e conta que essas pessoas hoje em dia têm imenso respeito por ela e continuam a tratá-la como nos últimos anos dela lá estar: “A nossa engenheira.” Ou seja, ela conseguiu ganhar o respeito deles enfrentando-os.

“NA”: Pensa que na próxima década aparecerão outras 25 executivas de topo?
RA: Inevitavelmente. Ainda recentemente foi nomeada, pela primeira vez, uma directora-geral da Microsoft, a Cláudia Góia, que é uma mulher de 37 anos, bonita, feminina, com três filhos, sem problemas nenhuns em se assumir como mulher. Isto prova que as coisas estão a mudar até numa das maiores multinacionais do mundo.

Algumas das 25 executivas de topo

Algumas das 25 executivas de topo

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Alverquenses burlados no Posto do Cidadão

15/10/2009 2 comentários

SOCIEDADE. Uma funcionária do Posto de Atendimento ao Cidadão de Alverca extraviava dinheiro e documentos dos clientes. Maria Teresa Correia foi uma das lesadas e conta-nos a sua história.

Mário Caritas

Maria Teresa é uma das lesadas pelos actos da funcionária do PAC

Maria Teresa é uma das lesadas pelos actos da funcionária do PAC

Uma simples revalidação da carta de condução tornou-se num pequeno pesadelo para Maria Teresa Correia, de 65 anos. Residente no lugar de Arcena, esta deslocou-se ao Posto de Atendimento ao Cidadão (PAC) de Alverca (situado na Avenida Capitão Meleças) no dia 7 de Maio deste ano, a fim de revalidar um documento essencial para o seu dia-a-dia. No entanto, e apesar de ter tratado do processo seguindo todos os trâmites legais, a nova carta nunca lhe chegou às mãos; entretanto soube que ela e mais pessoas terão sido alegadamente vítimas de uma acção de extravio de documentação e dinheiro por parte de uma funcionária do PAC desta cidade.

“Dirigi-me ali por uma questão de comodidade e entreguei toda a documentação que me pediram; paguei 24 euros e passaram-me uma guia que substitui temporariamente a carta de condução. Decorreram entretanto quatro meses e, como a nova carta não chegava e a guia caducava ao fim desse tempo, dirigi-me ao PAC e puseram-me um novo carimbo na guia. Logo nessa altura perguntei se haveria alguma entidade para a qual pudesse telefonar para saber o que é que se passava, pois achava estranha tanta demora.”

E apesar de lhe terem dito que nada havia a fazer senão aguardar, Maria Teresa resolveu esperar apenas mais um mês e depois passou à acção. “Contactei o IMTT – Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres e expliquei-lhes que já estava há cinco meses à espera da nova carta; pediram-me o número da minha carta de condução e outros dados pessoais e, para meu grande espanto, disseram-me que não tinham documentação nenhuma minha e que não tinha chegado nada com o meu nome. Como é de calcular, fiquei estarrecida e disse que iria entrar em contacto de imediato com o PAC de Alverca.”

Foi então que Maria Teresa soube que a sua documentação havia sido extraviada, juntamente com o dinheiro que seguira em anexo ao processo, por uma funcionária deste serviço que trabalhava na casa há já muito tempo. “Segundo me disseram, uma funcionária que estava ao serviço há 18 anos resolveu extraviar documentação de várias pessoas. No final de cada dia de trabalho esta teria que depositar as importâncias recebidas numa determinada conta e enviar (no meu caso) a documentação para o IMTT: havia pessoas em que ela enviava os documentos e depositava o dinheiro, mas noutros casos ficava com o dinheiro e com toda a documentação que recebia. É uma situação muito grave!”

O “NA” contactou entretanto o PAC de Alverca cuja responsável remeteu eventuais esclarecimentos para a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira que, “em conjunto com a AMA – Agência para a Modernização Administrativa (entidade gestora dos PAC) e o IMTT, desenvolveram uma análise sobre a situação em apreço e adoptaram um conjunto de procedimentos que permitem ultrapassar as anomalias verificadas na condução dos processos, o que permite aos cidadãos verem resolvidas as suas situações sem prejuízos”.

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PS vitorioso, mas sem maiorias absolutas

15/10/2009 1 comentário

DESTAQUE. A subida exponencial do PSD/PP roubou a maioria absoluta ao PS na Câmara de Vila Franca. Em Alverca, Afonso Costa garantiu o segundo mandato consecutivo.

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O Partido Socialista perdeu a maioria absoluta na câmara

Mário Caritas

Quase nada mudou na freguesia de Alverca e no concelho de Vila Franca de Xira no que ao panorama político diz respeito, após as Eleições Autárquicas de 11 de Outubro. Ao nível do município, o PS perdeu no entanto a maioria absoluta que detinha, em virtude sobretudo da subida de votação do PSD/PP, facto que irá possivelmente obrigar Maria da Luz Rosinha a fazer uma coligação – formal ou não – com as forças da oposição. Quanto às 11 freguesias, nada mudou em relação à cor política que as governou nos últimos quatro anos; em Alverca, Afonso Costa agradeceu o voto de confiança dado pela população.

“Este resultado foi uma prova do nosso bom trabalho ao longo dos últimos quatro anos, durante os quais conseguimos mostrar à população que o nosso projecto visa modernizar a freguesia”, sustentou o eleito, em declarações ao “NA”, avançando desde logo algumas prioridades para o novo mandato: “Vamos dar continuidade às obras já iniciadas e requalificar cada vez mais o espaço público; depois temos um grande projecto, que não depende só de nós mas também da câmara municipal, que é a ligação de Alverca ao rio Tejo.”

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Afonso Costa - "Vitória tão saborosa como à quatro anos"

Os social-democratas foram os segundos grandes vencedores da noite eleitoral no concelho. Ao nível da votação para a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, a lista liderada por João de Carvalho ficou em terceiro lugar, mas apenas a 0,5 pontos percentuais da segunda força política mais votada – o PSD/PP somou 23,35% dos votos contra 23,88% da CDU –, permitindo-lhe passar de um para três vereadores no executivo camarário que irá aumentar de nove para 11 mandatos, em virtude da população concelhia ter ultrapassado a fasquia dos 100 mil recenseados. Desta forma, o PS (que somou 43,98% das intenções de voto) elege cinco lugares, a CDU mantém os três que já detinha e a Coligação Novo Rumo elege outros tantos. O BE somou apenas 5,83% dos votos e não conseguiu eleger nenhum vereador.

Após a confirmação dos resultados oficiais, Maria da Luz Rosinha, que irá realizar o seu quarto e último mandato consecutivo à frente desta autarquia, fez uma curta declaração aos jornalistas, no edifício dos paços do concelho. “Quero felicitar desde já os meus adversários políticos, nomeadamente a coligação Novo Rumo; quanto ao PS, apesar de termos perdido a maioria absoluta, subimos a votação em relação há quatro anos. Lamento por fim a elevada abstenção (mais de 50% na eleição para a câmara), pelo que há que reaproximar o poder local dos cidadãos.” Instada a comentar uma eventual coligação com as forças políticas da oposição, referiu ser “uma questão a ponderar”.

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